19/01/2017 às 17h26min - Atualizada em 19/01/2017 às 17h26min

Rebanho bovino cresce em Mato Grosso

SILVANA BAZANI
A Gazeta

O rebanho bovino mato-grossense aumentou em quase 1 milhão de cabeças no último ano. Em 2016, a taxa de crescimento foi de 3,31% e superior à registrada no ano anterior, quando atingiu 2,71%. Atualmente, o Estado possui 30,230 milhões de bovinos e bubalinos, ante 29,259 milhões em 2015. A pecuária estadual voltou a expandir a partir de 2014, quando havia 28,487 milhões de bovinos e após duas reduções de rebanho, em 2012 (-1,79%) e 2013 (-0,84%). 

Os números foram divulgados pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), durante entrevista coletiva nesta quarta-feira (18) para apresentar os resultados da vacinação contra febre aftosa.

O índice de imunização contra a doença aumentou de 99,58% em 2015 para 99,62% em 2016. No penúltimo ano foram vacinados 29,259 milhões de animais, quantidade que subiu para 30,116 milhões no ano passado, conforme balanço da campanha de vacinação de novembro, que envolveu todos os bovinos e bubalinos. A próxima etapa está programada para maio, quando deverá ser imunizado novamente todo o rebanho. 

Como lembra o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, a partir deste ano passa a vigorar a inversão do calendário de vacinação, como a lei estadual 10.486/2016. Até o ano passado eram vacinados apenas os animais com idade até 24 meses em maio. 

A totalidade do rebanho era imunizada em novembro, quando as chuvas são mais intensas e coincidentes com o período reprodutivo dos animais, situação que trazia dificuldades com o manejo. Nolasco afirma que a mudança no calendário facilitará o trabalho nas propriedades e reduzirá custos. 

“O Indea apoiou a redução da multa para inadimplentes com a vacinação, que cai de duas UPFs (Unidade de Padrão Fiscal) para uma UPF. A lei desonera esse setor produtivo em um momento de crise”. 

O prazo para comunicar a vacinação de novembro de 2016 terminou no dia 12 de dezembro. As propriedades aonde a vacinação não aconteceu foram bloqueadas para emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA). Nesses locais, a vacinação será feita com a fiscalização do Indea. 

Desde 2005, as etapas de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso alcançam índices superiores a 99%, aponta o Indea. Esses resultados garantiram ao Estado o status de zona livre de febre aftosa com vacinação, como reconhece a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). 

O último foco da doença ocorreu há 20 anos. “A produção pecuária é muito importante para Mato Grosso e o alicerce da conquista de mercado e do aumento da exportação está na sanidade animal”, conclui o secretário adjunto de Agricultura, Alexandre Possobon.

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