Combater a violência contra a mulher exige políticas públicas integradas e permanentes. Começa pela educação, com a formação de meninos e meninas para o respeito, a igualdade e a resolução não violenta de conflitos. Passa, obrigatoriamente, pela segurança pública, com o fortalecimento do trabalho ostensivo da Polícia Militar, a ampliação da estrutura da Polícia Civil e o acesso efetivo às delegacias especializadas. Mato Grosso conta com poucas unidades e apenas uma delegacia da mulher funciona 24 horas.
Mas segurança, sozinha, não basta. É preciso acolher. Iniciativas como a Casa da Mulher Brasileira são avanços importantes ao reunir, em um único espaço, atendimento humanizado, orientação jurídica e suporte especializado. Somam-se a isso políticas de empoderamento e autonomia financeira, fundamentais para que a mulher consiga romper relações abusivas e reconstruir sua vida.
Para que essas ações sejam efetivas, é indispensável a atuação integrada do poder público. Violência contra a mulher não é problema de uma única pasta. Exige articulação entre segurança, educação, saúde e assistência social. Nesse contexto, a criação de uma Secretaria de Estado das Mulheres em Mato Grosso surge como uma medida estratégica para planejar, integrar e executar políticas públicas de prevenção, acolhimento e promoção da autonomia feminina.
Feminicídio não é fatalidade. É falha de prevenção, de proteção e de política pública. Enquanto tratarmos cada caso como episódio isolado, continuaremos repetindo estatísticas que envergonham o estado e o país. A resposta precisa ser urgente, estruturada e à altura da gravidade do problema.




