O Tribunal de Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar ao ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado pelo assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do Partido dos Trabalhadores em Foz do Iguaçu (PR), em 2022.
Guaranho foi condenado em fevereiro de 2025 a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. O crime ocorreu em 9 de julho de 2022, quando ele invadiu uma festa de aniversário com temática do PT e atirou contra Arruda, que comemorava 50 anos com familiares e amigos.
A defesa solicitou a substituição da pena em regime fechado por prisão domiciliar, alegando que o ex-policial apresenta graves sequelas de saúde, incluindo comprometimentos neurológicos, limitações motoras e dificuldades para realizar atividades básicas.
Ao analisar os laudos médicos, o TJPR entendeu que o estado clínico do condenado exige cuidados especializados que não podem ser adequadamente oferecidos no sistema prisional. A decisão foi proferida no dia 17 de março.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que o réu agiu em legítima defesa e negou motivação política no crime. No entanto, a juíza responsável pelo júri, Mychelle Pacheco Cintra Stadler, destacou que as circunstâncias evidenciam intolerância política e ressaltou que a arma utilizada pertencia à União.
A decisão que concede a prisão domiciliar não altera a condenação, que segue válida.




