Comissão da Câmara aprova avanço de proposta que prevê redução da jornada de trabalho

Comissão da Câmara aprova avanço de proposta que prevê redução da jornada de trabalho

Medida visa reduzir o tempo de trabalho, garantindo ao menos dois dias de descanso semanal Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 22.04.2026Medida visa reduzir o tempo de trabalho, garantindo ao menos dois dias de descanso semanal Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 22.04.2026

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) o avanço de uma proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho no Brasil, incluindo a redução do modelo 6×1 e a garantia de pelo menos dois dias de descanso semanal.

A decisão confirmou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), permitindo que o conteúdo seja analisado pelos parlamentares em uma comissão especial, que ainda será criada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O texto reúne propostas apresentadas por deputados favoráveis à redução da carga horária semanal. Durante a discussão na CCJ, parlamentares defenderam que a mudança pode aumentar a produtividade e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.

Um dos autores da proposta, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que a medida pode gerar impactos positivos tanto para trabalhadores quanto para empresas, com potencial ganho de eficiência.

Por outro lado, houve manifestações contrárias à proposta. O deputado Lucas Redecker (PSD-RS) destacou preocupações com o possível aumento de custos para as empresas e questionou a efetividade da medida na geração de empregos.

A votação foi simbólica, sem registro nominal de votos, e seguiu parecer do relator Paulo Azi (União-BA), que também sugeriu a discussão de medidas complementares, como a implementação gradual da nova jornada e a redução de impostos para empresas.

Paralelamente, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto com proposta semelhante, prevendo jornada semanal de até 40 horas e dois dias de descanso. O texto tramita em regime de urgência constitucional, com prazo de até 45 dias para análise, sob risco de trancar a pauta do plenário.

Apesar disso, o presidente da Câmara tem sinalizado preferência pela tramitação da PEC apresentada pelos deputados. Para avançar, a proposta ainda precisa passar pela comissão especial e, posteriormente, ser votada em dois turnos no plenário da Câmara e do Senado.

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