Vereadora protocola pedido de cassação contra colega após denúncia de violência política de gênero

Parlamentar afirma ter recebido áudios com acusações de propina e ofensas pessoais; caso será analisado pela Comissão Processante

Reprodução

A vereadora Rosy Prado (UB) protocolou, na manhã desta terça-feira (5), uma representação por quebra de decoro parlamentar com pedido de cassação do mandato do vereador Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB) na Câmara Municipal de Várzea Grande. A ação foi apresentada após a parlamentar relatar o recebimento de áudios com acusações de corrupção e ofensas direcionadas à sua honra e de familiares.

O pedido foi formalizado junto à Comissão de Ética e à presidência da Câmara. Segundo Rosy Prado, os áudios enviados pelo vereador continham acusações de recebimento de propina, além de declarações consideradas ofensivas.

Durante pronunciamento na tribuna, a parlamentar afirmou ter recebido oito mensagens de áudio de visualização única. Ela também apresentou a transcrição de uma das gravações para exemplificar o teor das acusações.

Em um dos trechos apresentados, o vereador afirma possuir supostos vídeos que comprovariam o recebimento de valores mensais pela parlamentar. Segundo Rosy, as expressões utilizadas nas gravações fazem referência direta ao recebimento de dinheiro ilícito, o que, segundo a defesa da vereadora, caracteriza crime de calúnia previsto no Código Penal.

A representação sustenta ainda que a conduta configura violência política de gênero, sob alegação de que o vereador teria utilizado intimidação e menosprezo relacionados à condição feminina da parlamentar para tentar constrangê-la no exercício do mandato.

Durante a sessão, Rosy Prado afirmou ter ficado emocionalmente abalada após o episódio. Segundo ela, foi necessário buscar acompanhamento psicológico devido à situação.

O documento protocolado pela equipe jurídica da vereadora também menciona episódios anteriores envolvendo Kleberton Feitoza, citando registros de comportamento agressivo e desacato contra agentes públicos.

Após a leitura da representação em plenário, a presidência da Câmara informou que o caso seguirá os trâmites legais e regimentais para análise da Comissão Processante.

Até a publicação desta matéria, o vereador Kleberton Feitoza não havia se manifestado sobre as acusações.

Rosy Prado afirmou que seguirá com o processo para, segundo ela, combater esse tipo de prática dentro do Legislativo municipal.

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