O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, afirmou neste sábado (16) que considera “página virada” as críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro após a divulgação de mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
A declaração foi dada durante um encontro do Partido Novo em Belo Horizonte.
Dias antes, Zema havia classificado como “imperdoável” o pedido de dinheiro feito por Flávio a Vorcaro, afirmando que o episódio representava um “tapa na cara dos brasileiros”.
Neste sábado, porém, o governador afirmou que não houve rompimento político com o senador e disse acreditar em uma união no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Eu fui duro porque eu fiquei muito decepcionado, mas eu agi de acordo com os meus princípios e valores. E, para mim, é uma página virada”, declarou.
Segundo Zema, a relação com a família Bolsonaro continua preservada.
“Não houve nenhuma ruptura. Houve uma manifestação dura da minha parte que fiquei decepcionado, mas o cenário continua o mesmo, a pré-candidatura dele, a minha pré-candidatura e tenho certeza que no segundo turno nós estaremos todos juntos contra a esquerda, contra o PT”, afirmou.
A crise política teve início após reportagem do site The Intercept divulgar mensagens e áudios em que Flávio Bolsonaro solicita apoio financeiro a Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a publicação, teria sido negociada uma contribuição equivalente a US$ 24 milhões, com pagamentos que já alcançariam US$ 10 milhões até 2025.
As mensagens fazem parte de materiais extraídos do celular de Daniel Vorcaro durante investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Em manifestações públicas sobre o caso, Flávio Bolsonaro confirmou que solicitou recursos ao banqueiro, mas negou qualquer irregularidade.
Segundo o senador, tratava-se de uma negociação privada para patrocínio de um filme, sem utilização de dinheiro público.
Flávio também afirmou que não recebeu recursos ou vantagens pessoais de Vorcaro e que não ofereceu contrapartidas em troca do aporte financeiro.
Romeu Zema e Flávio Bolsonaro disputam espaço no eleitorado conservador e bolsonarista para as eleições presidenciais, embora nos últimos meses ambos tenham demonstrado aproximação política em agendas públicas e redes sociais.




