Pré-candidato ao Senado, Antônio Galvan defende “moralização” do STF e do Congresso

Ruralista criticou atuação da Suprema Corte e afirmou que Senado precisa reagir contra “aberrações jurídicas”

Aprosoja

O produtor rural e pré-candidato ao Senado Antônio Galvan afirmou que pretende defender a “moralização” do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional caso seja eleito. A declaração foi dada durante participação no programa Pongó News.

Segundo Galvan, a atuação da Suprema Corte tem ultrapassado os limites constitucionais e provocado o que classificou como “aberrações jurídicas”.

“Eu quero ir para o Senado justamente por causa da forma que nós vemos o nosso país sendo conduzido, principalmente pela nossa Suprema Corte, as aberrações jurídicas que estão se usando que não tem proteção nenhuma regimental, não tem proteção nenhuma dentro da nossa Constituição”, afirmou.

Durante a entrevista, o pré-candidato também criticou a postura de parte dos parlamentares do Congresso Nacional, principalmente do Senado Federal, ao afirmar que os senadores estariam sendo omissos diante das decisões do Judiciário.

“Ou nós acabamos com o nosso Congresso Nacional, acabamos com a presidência da República e vamos deixar simplesmente um membro dentro da Suprema Corte, que ele vai mandar no país, ele vai ser o chefão de tudo. Então, nós não podemos aceitar isso. E o que que acontece com o nosso Senado? Eles estão o quê? Com o rabo preso? Estão acovardados?”, questionou.

Galvan afirmou ainda que cabe ao Senado atuar como mecanismo de equilíbrio entre os poderes e criticou a falta de avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Segundo ele, a renovação do Congresso Nacional é necessária para restabelecer os limites constitucionais entre as instituições.

“A única solução que a população tem é renovar o nosso Congresso de um modo geral, inclusive não é só dentro do Senado, mas o Senado é o principal. E se nós não moralizarmos, nós não trouxermos a ordem ao feito, a ordem dentro da casa e cada instituição responder pelo que a Constituição dá de direito, e não pelo que eu acho, ou qualquer um que esteja lá indicado como ministro da Suprema Corte fazer o que ele bem entender”, declarou.

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