Justiça torna réu homem acusado de matar irmã de 17 anos

MPE denunciou suspeito por feminicídio, tortura, sequestro e ocultação de cadáver

Reprodução

A Justiça de Mato Grosso tornou réu, no último dia 13, Marcos Pereira Soares, acusado de matar a própria irmã, E. P. S., de 17 anos, em Cuiabá. Ele responderá pelos crimes de feminicídio qualificado, sequestro qualificado, tortura e ocultação de cadáver.

A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE) e assinada pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da capital.

A adolescente foi encontrada morta na noite de 11 de março, em um córrego localizado nos fundos da casa do acusado, na região do bairro Três Barras. Conforme a investigação, a vítima estava com mãos e pés amarrados a uma raiz de árvore, além de uma pedra grande posicionada sobre as costas.

Segundo o MPE, ainda poderá haver aditamento da denúncia para inclusão do crime de estupro de vulnerável, dependendo da conclusão dos exames periciais. O órgão também investiga a possível participação de outras pessoas no crime.

As investigações apontam que, na manhã de 10 de março, Marcos realizou a mudança de residência do bairro Três Barras para o bairro Tancredo Neves, acompanhado da companheira, de outro irmão e da vítima.

Após concluir a mudança, ele levou o irmão de volta ao bairro de origem e, no trajeto, passou pela casa da adolescente. Em seguida, foi até a residência dela e a convidou para visitar a mãe. O companheiro da jovem hesitou em permitir a saída, mas teria sido ameaçado.

Conforme a denúncia, a vítima acreditava que iria para a casa da mãe, porém foi levada ao antigo imóvel do acusado, onde teria sido mantida em cárcere privado, torturada e assassinada. Depois do crime, o corpo foi transportado e lançado no Córrego Vassoura, nos fundos da residência.

O Ministério Público também pediu a fixação de indenização de 40 salários mínimos à família da adolescente, por danos morais e materiais.

Marcos foi preso na noite de 11 de março por uma equipe da Polícia Militar, na Avenida Brasil, no bairro CPA II. Segundo o boletim de ocorrência, ele foi localizado caminhando próximo a uma papelaria.

Após a abordagem, o suspeito foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde negou participação no crime.

De acordo com as investigações, o acusado havia deixado a penitenciária poucos dias antes do assassinato após um erro no sistema judicial.

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