O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou ter acionado a polícia após um jornalista se aproximar de sua residência em Arlington, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Segundo ele, o profissional estaria fazendo perguntas a vizinhos e circulando nas proximidades da casa onde vive com a família.
A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado (23). Eduardo, que se define como “autoexilado” nos Estados Unidos, relatou que a esposa, Heloísa Bolsonaro, entrou em contato assustada ao perceber a presença do jornalista próximo à residência.
Segundo o ex-parlamentar, o profissional seria ligado ao site The Intercept Brasil. Eduardo afirmou ainda que o homem chegou a ser atendido pela filha do casal, Georgia, antes de continuar circulando pela vizinhança.
“Nós chamamos a polícia, porque eu não sabia do que se tratava”, declarou.
No vídeo, Eduardo também comentou sobre a cultura armamentista no Texas e afirmou que moradores costumam receber em casa apenas pessoas conhecidas. Em seguida, negou qualquer ameaça ao jornalista.
“Não estou fazendo ameaça a ninguém não”, afirmou.
A publicação ocorre dias após o The Intercept divulgar mensagens e um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo. O conteúdo trata de negociações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e investigado por fraudes financeiras, teria acertado a transferência de R$ 134 milhões para financiar a produção do longa-metragem.
Após a divulgação, Flávio Bolsonaro confirmou ter recebido recursos de Vorcaro para a produção do filme, mas negou benefícios pessoais e afirmou que não houve uso de dinheiro público.
A produtora do longa, no entanto, informou que não recebeu os valores mencionados.
As investigações da Polícia Federal apontam que empresas ligadas a Daniel Vorcaro teriam financiado parte da produção. Outra linha investigativa apura se os recursos também teriam sido utilizados para custear a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O caso segue sob investigação.




