A Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) informou que 109 presos foram diagnosticados com tuberculose no sistema penitenciário estadual, mas negou que exista surto da doença nas unidades prisionais. Os casos estão concentrados principalmente na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e na Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis.
Segundo dados repassados pela própria secretaria, atualmente cerca de 44 detentos estão em tratamento na PCE, enquanto outros 50 cumprem tratamento na unidade prisional de Rondonópolis.
A manifestação da Sejus ocorreu após o Sindicato dos Policiais Penais denunciar, no último dia 11, o avanço da doença dentro dos presídios e alertar para possíveis riscos de contaminação entre servidores e custodiados. Inicialmente, o sindicato havia informado cerca de 30 casos apenas na penitenciária de Rondonópolis.
Apesar do aumento nos registros, a secretaria afirmou que os números estão “dentro do esperado” para o ambiente prisional e representam 0,68% da população carcerária atual de Mato Grosso.
Em nota, a pasta informou ainda que não há registros de servidores diagnosticados com tuberculose.
A Sejus também afirmou que não existe confirmação de transmissão da doença entre presos e policiais penais. Segundo o órgão, as unidades seguem protocolos do Ministério da Saúde para prevenção, diagnóstico, isolamento, tratamento e monitoramento dos casos.
De acordo com a secretaria, as ações de rastreamento e diagnóstico vêm sendo ampliadas no sistema prisional, incluindo atendimentos realizados pela chamada “Carreta da Tuberculose”, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
Sobre informações de que dois detentos da PCE estariam internados no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), a Sejus informou apenas que existem custodiados em tratamento na unidade hospitalar, mas sem confirmação oficial de que as internações estejam relacionadas à tuberculose.
O Sindicato dos Policiais Penais atribui o aumento dos casos à superlotação e às condições estruturais das penitenciárias. A entidade também cobra ampliação da testagem, isolamento de suspeitos e melhorias sanitárias nas unidades prisionais.




