O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (30/9) que o Projeto de Lei da Dosimetria, relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), não “serve” à oposição caso não inclua seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O encontro entre os parlamentares ocorreu no gabinete de Flávio em Brasília.
— Obviamente você tentou me convencer, mas não conseguiu. Temos o entendimento de que a única forma de pacificar o país e fazer justiça é considerando que essas pessoas estão respondendo por crimes que não cometeram — declarou Flávio Bolsonaro.
Aliados do ex-presidente defendem uma anistia “ampla e irrestrita”, que perdoaria tanto as penas aplicadas aos manifestantes dos atos de 8 de janeiro de 2023 quanto a do próprio Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
— Usaremos os recursos que temos para propor emendas que tragam um texto que nos atenda, porque a dosimetria não nos serve — acrescentou Flávio.
Apesar das divergências, o clima da reunião foi amistoso, e ambos concordaram que não seria necessário um encontro entre Paulinho e Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde agosto.
Críticas de Tarcísio de Freitas
Na segunda-feira (29/9), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a proposta de redução de penas:
— Não satisfaz porque não se pode tratar de redução de penas quando há pessoas presas por crimes que não cometeram — disse, após visitar o ex-presidente.




