Adolescente de 13 anos é detido por envolvimento em estupro virtual e chantagem contra menina de 11

Outro jovem de 15 anos já havia sido apreendido em SP; investigação apura instigação à automutilação.

Reprodução

Uma operação conjunta entre as Polícias Civis de São Paulo e do Rio de Janeiro cumpriu, na manhã desta quarta-feira (12), um mandado de busca e apreensão contra um adolescente de apenas 13 anos, morador de Miracema (RJ). O jovem é suspeito de crimes graves contra uma menina de 11 anos, residente em São Paulo, que incluem estupro virtual e indução à automutilação.

A ação é um desdobramento da investigação que levou à apreensão de um outro adolescente, de 15 anos, em Itapecerica da Serra (SP), na última quinta-feira (6).

Ameaça e Chantagem Virtual

Segundo a investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, o jovem de 15 anos foi o primeiro a se aproximar da vítima, usando plataformas como Instagram e Discord para estabelecer um “relacionamento virtual” e ganhar a confiança da criança.

Após a aproximação, o suspeito passou a exigir fotos e vídeos íntimos da menina. O material coletado era usado como arma de chantagem. A vítima era ameaçada de ter as imagens expostas a pais e amigos, além de serem compartilhadas em comunidades do Discord, caso não obedecesse às ordens dos abusadores. Sob medo e intensa pressão, a menina era forçada a produzir não só mais material íntimo, mas também vídeos de automutilação.

Prisão e Próximos Passos

Com o apoio da Polícia Civil fluminense, a equipe do DHPP realizou a busca na residência do jovem de 13 anos, onde diversos equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão enviados para perícia técnica. O objetivo principal é crucial: identificar outras possíveis vítimas e mapear todos os membros dessa rede de aliciadores e abusadores virtuais.

O adolescente de 15 anos, detido na semana passada, já teve sua internação provisória decretada e está recolhido na Fundação Casa.

A investigação em andamento apura os crimes de instigação à automutilação, estupro virtual, produção e armazenamento de pornografia infantil e aliciamento de crianças por meio das redes sociais.

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