Lula fala em reciprocidade após expulsão de delegado brasileiro pelos EUA

Presidente afirma que Brasil pode reagir caso identifique abuso na decisão do governo norte-americano

Lula relacionou a decisão dos EUA como "abuso de autoridade" - Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21), durante agenda na Alemanha, que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade após a expulsão de um delegado da Polícia Federal dos Estados Unidos. A declaração ocorre após o afastamento de Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano.

Segundo Lula, o governo brasileiro irá reagir caso seja confirmado abuso por parte das autoridades dos Estados Unidos. “Se houve um abuso, nós vamos fazer a reciprocidade. Não podemos aceitar ingerência ou abuso de autoridade”, disse.

O delegado brasileiro foi obrigado a deixar o país após decisão do governo norte-americano, que alegou tentativa de manipulação do sistema migratório. Em nota, autoridades dos EUA afirmaram que nenhum estrangeiro pode contornar procedimentos formais, como pedidos de extradição.

O caso está relacionado ao ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que está nos Estados Unidos desde o ano passado e é considerado foragido pela Justiça brasileira. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão.

Além do tema diplomático, Lula também comentou a guerra no Oriente Médio e classificou o conflito como desnecessário. Segundo o presidente, o governo federal busca medidas para evitar impactos econômicos no Brasil, especialmente no preço de alimentos.

O presidente afirmou que pretende articular ações com governos estaduais para reduzir possíveis efeitos da alta de preços provocada pelo cenário internacional.

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