STF manda investigar Valdemar Costa Neto, presidente do PL, no inquérito da trama golpista

A Primeira Turma acolheu pedido de Alexandre de Moraes para que a investigação contra o presidente do PL seja retomada; ele foi indiciado pela PF no ano passado, mas não chegou a ser denunciado pela PGR.

Reprodução

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 4 votos a 1, retomar as investigações contra o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, no inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

O colegiado acatou a proposta feita pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, durante o julgamento que condenou os réus do Núcleo 4, grupo acusado de disseminar desinformação contra as urnas eletrônicas.

Crimes sob Apuração

Com a decisão, a investigação deverá ser reaberta para apurar os crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito contra o político.

Valdemar Costa Neto foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no ano passado, no âmbito do inquérito da trama golpista. No entanto, ele não chegou a ser incluído pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em nenhum dos quatro núcleos de acusados de tentar manter Jair Bolsonaro no poder.

Ligação com o Núcleo da Desinformação

A sugestão de Moraes para a retomada da investigação ocorreu durante a sessão que condenou Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal (IVL).

Carlos Rocha foi contratado pelo PL para realizar estudos que serviram de base para a ação na qual o partido contestou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o resultado do primeiro turno das eleições de 2022. Essa ação utilizava desinformação para levantar suspeitas de fraudes na votação eletrônica.

Procurada pela reportagem, a defesa de Valdemar Costa Neto informou que não fará comentários sobre a decisão do STF.

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