Justiça condena quatro membros de facção a 111 anos de prisão pela morte de policial

Ataque contra o sargento Djalma Aparecido da Silva foi planejado como retaliação; Conselho de Sentença reconheceu cinco qualificadoras, incluindo crime contra agente de segurança.

Reprodução

O Tribunal do Júri da Comarca de Pedra Preta condenou, nesta terça-feira (27), quatro integrantes de uma organização criminosa envolvidos na execução do policial militar Djalma Aparecido da Silva. Somadas, as penas chegam a 111 anos e 3 meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

O crime ocorreu em 22 de janeiro de 2024, quando o sargento foi surpreendido em frente a um centro de eventos enquanto estava de folga.

As Sentenças

As penas foram individualizadas conforme a participação de cada réu no planejamento e execução do homicídio:

  • Paulo Ricardo da Silva Ferreira: 33 anos, 7 meses e 20 dias;

  • Yan Michael Anchieta da Costa: 32 anos, 10 meses e 25 dias;

  • Luan da Silva Santos: 24 anos, 6 meses e 15 dias;

  • João Victor Procópio dos Santos: 21 anos.

Retaliação e Monitoramento

Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o grupo monitorava a rotina do militar desde o final de 2023. A execução foi uma “vingança” da facção pela morte de um membro conhecido como “Baby Sauro”, morto em um confronto anterior com o próprio policial.

Qualificadoras reconhecidas

O Conselho de Sentença acolheu as teses dos promotores Nathália Moreno Pereira e Fabison Miranda Cardoso, reconhecendo que o homicídio foi:

  1. Torpe: Motivado por vingança contra o Estado;

  2. Com perigo comum: Disparos efetuados em local público com grande circulação;

  3. Mediante emboscada: Recurso que impossibilitou a defesa da vítima;

  4. Funcional: Praticado contra agente de segurança em razão do cargo;

  5. Com arma restrita: Utilização de armamento de alto poder de fogo.

“A condenação demonstra que o Estado não recua diante da criminalidade organizada. O Júri reafirmou que não há espaço para intimidação das forças de segurança”, destacou o promotor Fabison Cardoso. Além do homicídio, os réus foram condenados por integrar organização criminosa armada.

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