Justiça solta irmãs presas ao tentar obter registro no CRM com diplomas falsos em MT

Magistrado concedeu liberdade provisória com medidas cautelares; uma das suspeitas é lactante e possui bebê de 6 meses.

Reprodução

O juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo de Juízo das Garantias de Cuiabá, concedeu liberdade provisória às irmãs Dayane Benício França e Sthefany Benício França na tarde desta quinta-feira (29). Elas haviam sido presas em flagrante na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM-MT) ao tentarem usar documentos falsificados.

Apesar de considerar as provas do crime robustas, o magistrado entendeu que a manutenção da prisão não era necessária no momento. No caso de Dayane, pesou o fato de ela ser mãe de um bebê de 6 meses, o que garante proteção legal para lactantes. Já Sthefany foi beneficiada por ser ré primária e possuir bons antecedentes.

A “emboscada” no CRM

As irmãs, naturais de Tangará da Serra e Nova Olímpia, deram entrada no pedido de registro profissional no dia 20 de janeiro. O CRM-MT desconfiou da autenticidade dos documentos ao notar:

  • Nomes ausentes na lista oficial de formandos;

  • Erros grosseiros nas logomarcas dos diplomas.

Para realizar a prisão, o Conselho atraiu as duas até a sede com a promessa de entrega do carimbo profissional. A Polícia Civil já aguardava no local e efetuou o flagrante.

Medidas cautelares

Para permanecerem em liberdade, as irmãs deverão cumprir regras rígidas impostas pela Justiça:

  • Comparecer a todos os atos do processo;

  • Comunicar qualquer mudança de endereço;

  • Proibição de deixar a cidade por mais de 7 dias sem autorização;

  • Não cometer novos delitos.

A investigação agora busca descobrir se as duas chegaram a atender pacientes ou exercer a medicina ilegalmente em unidades de saúde no interior do estado.

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