Jovem é preso suspeito de planejar atentados contra escolas em cidade de MT

Investigação contou com alerta da embaixada dos EUA e revelou que suspeito de 20 anos pretendia atacar judeus, negros e mesquitas.

Divulgação

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29), a Operação Enigma para prender um jovem de 20 anos suspeito de utilizar redes sociais para incitar massacres em escolas e propagar ideologias neonazistas. A prisão preventiva ocorreu no município de Gaúcha do Norte, no interior do estado.

Além do mandado de prisão, os policiais cumpriram ordens de busca e apreensão domiciliar e o afastamento do sigilo telemático do investigado.

Alerta internacional

As investigações começaram após um alerta da Homeland Security Investigations (HSI), agência ligada à Embaixada dos Estados Unidos. As informações foram repassadas à Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que conseguiu identificar o suspeito mesmo após tentativas de anonimato na rede.

De acordo com a polícia, o jovem estava em “estágio avançado de radicalização”. Nas publicações monitoradas, ele manifestava a vontade de:

  • Praticar atos de extrema violência em locais públicos;

  • Realizar atentados contra a população negra e judeus;

  • Vandalizar mesquitas e incitar massacres escolares.

Intervenção necessária

O delegado Guilherme da Rocha, responsável pelo caso, afirmou que a ação rápida foi fundamental para evitar que os planos fossem colocados em prática. “A intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos”, destacou.

Para o titular da DRCI, delegado Sued Dias da Silva Júnior, a operação retira de circulação um indivíduo de “altíssima periculosidade social” e reforça o combate ao crime cibernético no estado.

Por que ‘Enigma’?

O nome da operação faz referência à máquina Enigma, utilizada pelos nazistas para criptografar mensagens durante a Segunda Guerra Mundial e que teve seu código quebrado pelos aliados. Segundo a Polícia Civil, a escolha simboliza a superação das camadas de anonimato utilizadas pelo investigado para esconder sua identidade civil.

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