Justiça mantém prisão de líder do CV e mais três acusados por morte de adolescente

Decisão foi tomada em revisão obrigatória; vítima de 16 anos foi morta em setembro de 2024 e caso segue para audiência em maio

Reprodução

A 1ª Vara Criminal de Cáceres, a 225 km de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Amanda Kess Aguilhera Pereira, Bruno de Oliveira Villas Boas, Junio Souto Rodrigues e Aldo Hansen de Souza. A decisão foi proferida pelo juiz José Eduardo Mariano durante revisão obrigatória realizada a cada 90 dias.

Os quatro são réus pelo assassinato de Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, ocorrido em setembro de 2024. Conforme as investigações, o crime teria sido uma execução ordenada por uma facção criminosa contra a vítima, que supostamente teria ligação com um grupo rival.

Segundo o inquérito policial, Amanda, apontada como liderança de facção na região, e os demais acusados teriam abordado a adolescente, que foi levada a um imóvel junto com uma amiga. No local, ambas foram amarradas e interrogadas sob ameaça. Durante a ação, os suspeitos analisaram o celular da vítima e identificaram uma imagem com gesto associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda de acordo com a investigação, após a constatação, os acusados teriam decidido pela execução da adolescente. A vítima foi inicialmente enforcada e, em seguida, levada a um terreno baldio, onde foi atacada com golpes de faca.

Na decisão, o magistrado destacou que o crime ocorreu em contexto de conflito entre facções e apontou risco à ordem pública. “Se a suposta atuação delitiva foi praticada mediante inequívoca violência contra a vítima, justifica-se a manutenção da prisão”, registrou.

O juiz também considerou que medidas cautelares alternativas não seriam suficientes para impedir novas práticas criminosas. Na decisão, determinou a continuidade da prisão preventiva dos acusados.

Com a manutenção das prisões, o processo segue em andamento. Foram expedidos mandados de intimação para testemunhas e vítimas que devem participar da audiência de instrução e julgamento marcada para o dia 12 de maio.

Relembre o caso

As investigações apontam que a adolescente e uma amiga foram abordadas por suspeitos e levadas até uma residência, onde ficaram sob vigilância. Durante o interrogatório, os acusados realizaram uma chamada com outro envolvido, identificado pelo apelido “Itashi”, para verificar possível vínculo das vítimas com facção rival.

Após análise dos celulares, os suspeitos teriam encontrado uma fotografia que motivou a decisão de executar Gabriela. Outros dois envolvidos, conhecidos como “Pintado” e “Piloto”, teriam sido acionados para participar do crime.

A vítima foi amordaçada e sofreu agressões antes de ser levada a um terreno, onde foi morta.

Amanda Kess Aguilhera Pereira também é investigada na Operação Coroa Quebrada, da Polícia Civil, que apura atuação de organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e homicídios na região. Ela está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May.

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