15/11/2016 às 09h20min - Atualizada em 15/11/2016 às 09h20min

Jovem acusado de matar filho de investigadora vai a júri

Crime ocorreu em um residencial da capital em setembro de 2014. André Luiz tentava reconciliação com namorada e foi morto pelo ex dela.

Do G1 MT
André Luiz Capioto Esteves Neves foi morto ao tentar reconciliação com a namorada (Foto: Reprodução/ Facebook)

Um rapaz de 23 anos, acusado de matar a tiros um jovem de 24 anos, deve ir a júri na quinta-feira (17), em Cuiabá. Caio Henrique Neves de Arruda é apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como autor do homicídio de André Luiz Capioto Esteves Neves, em setembro de 2014, no bairro Poção. André Luiz é filho de uma investigadora da Polícia Civil.

O júri está previsto para começar a partir de 13h30 no fórum da capital mato-grossense e deve ser presidido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da Primeira Vara Criminal.

De acordo com as investigações, Caio conviveu maritalmente com uma jovem chamada Amanda Moreira dos Santos. Eles ficaram juntos por aproximadamente três anos e, com o fim do relacionamento, ela passou a conviver com André Luiz. Entretanto, Caio não aceitava o término da relação.

“Assim, verifica-se que o motivo do crime foi torpe, eis que o acusado nutria sentimento de posse em relação a Amanda, pois não aceitava que sua ex-convivente retornasse o relacionamento com a vítima”, diz trecho do processo.

Dias antes do crime, André e Amanda terminaram o relacionamento e, nesse intervalo, ela voltou a manter relação sexual com Caio. Ao tomar conhecimento do fato, André questionou Amanda, que confirmou o envolvimento. Eles brigaram e André a desculpou depois.

No dia dos fatos, eles se encontraram para tentar uma reconciliação. Ao ficar sabendo, Caio de Arruda foi ao local e disparou contra André. O primeiro tiro foi pelas costas, atingindo a nuca e transfixando pelo pescoço. Em seguida ele deu o segundo tiro pela frente, a queima roupa, na altura do ombro. Quando a polícia chegou, encontrou o rapaz morto sentado em uma cadeira.

O acusado está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e deve ser escoltado para o júri.


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