18/11/2016 às 12h36min - Atualizada em 18/11/2016 às 12h36min

Na primeira noite em Bangu, Cabral divide cela com mais cinco presos e tem cabelo raspado

Segundo a Seap, café da manhã de ex-governador foi pão com manteiga e café com leite

Do Página Press, com Agência Estado
Cabral foi levado para Bangu na tarde de quinta-feira Reprodução

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que foi transferido na noite de quinta-feira (17) para o Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste, passou a noite em uma cela com mais cinco presos. Segundo a Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária), ele também já passou pelo procedimento de corte de cabelo e já veste os uniforme do sistema: calça jeans e camiseta branca.

Cabral tomou café da manhã às 8h30, junto com os outros presos. Segundo a secretaria, o café da manhã é composto por pão com manteiga e café com leite.

O almoço deverá ser macarrão ou arroz e feijão com carne vermelha ou branca. O pão com manteiga voltará a ser servido no lanche da tarde.

Preso na manhã de quinta-feira (17) pela PF (Polícia Federal), Cabral chegou no início da noite ao Complexo de Gericinó. Após dar entrada no complexo prisional, o ex-governador foi levado à unidade de Bangu 8.

O peemedebista deixou a sede de PF por volta da 17h30 e seguiu direto para o IML (Instituto Médico-Legal), onde foi submetido a exame de corpo de delito. Esse é um procedimento de praxe, exigido pela lei antes de qualquer pessoa dar entrada em algum presídio.

Na saída, o carro da PF que levava Cabral foi cercado por aproximadamente 20 pessoas, que gritavam palavras de ordem contra o ex-governador — o mais comum foi um coro de "ladrão", mas o grupo gritou até "cadê o Amarildo?", numa referência ao ajudante de pedreiro torturado e morto por policiais em julho de 2013.

 

Após o exame rápido no IML, Cabral voltou ao carro da PF e foi conduzido ao antigo complexo de Bangu. A viatura da PF que conduziu o ex-governador enfrentou congestionamento ao passar pela av. Brasil em direção ao complexo. O tráfego fez com que um grupo de manifestantes se reunisse para hostilizar o peemedebista e aplaudir a ação da PF.

As reações da população à prisão de Cabral começaram logo pela manhã, quando manifestantes tentaram agredir o peemedebista. O ex-governador foi preso acusado de participar de esquema de propinas envolvendo empreiteiras no Rio.


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