21/11/2016 às 10h05min - Atualizada em 21/11/2016 às 10h05min

Servidores penitenciários fazem paralisação de cinco dias em MT

Do G1 MT
Denise Soares
Servidores pedem melhores condições de trabalho, realização de concurso público, pagamento de jornada voluntária (Foto: Sindspen/MT)

Os servidores que trabalham no sistema penitenciário de Mato Grosso começaram uma paralisação das atividades a partir desta segunda-feira (21) em todas as unidades do estado. De acordo com o Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT), a paralisação ocorre por melhores condições de trabalho, realização de concurso público, pagamento de jornada voluntária e outros motivos. A mobilização ocorre até sexta-feira (25).

Em nota, o governo de Mato Grosso declarou que foi notificado da paralisação na última quinta-feira (17) e que acionou a Justiça para que os serviços não fossem prejudicados.

O desembargador Dirceu dos Santos considerou a greve ilegal e determinou o pagamento de multa no valor de R$ 100 mil por dia de paralisação.

Já o Sindspen-MT informou que não foi notificado da decisão e que, ao ser notificado, vai recorrer. Atualmente são 3 mil servidores no sistema penitenciário, divididos em 56 unidades, entre cadeias públicas, penitenciárias e centros de detenção.

Os servidores fazem mobilizações e protestos com cartazes na frente de cada unidade. A categoria alega que a única reivindicação atendida pelo governo foi a entrega de novos veículos ao sistema penitenciário.

“Nossa reivindicação é em relação a falta de estrutura, falta de colete balístico e falta de efetivo. As visitas de familiares serão feitas apenas no sábado e no domingo. As visitas previstas durante a semana serão suspensas, inclusive a visita de advogados ou defensores públicos”, afirmou ao G1o secretário-geral do sindicato, Ademir da Mata.

De acordo com o Sindspen-MT, durante o período da paralisação, os agentes deixarão de atuar na remoção de presos, inclusive para audiências judiciais. Devem ser mantidos os alvarás de soltura e audiência da vara de execução penal e tornozeleira eletrônica. O sindicato declarou que não vai receber presos enviados pela Polícia Civil.

A categoria alega que as reivindicações buscam trazer mais seguranças para as unidades. Os servidores alegam que a falta de efetivo faz com que apenas dois agentes fiquem responsáveis por até 150 presos em algumas unidades do interior.


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »