29/06/2019 às 12h02min - Atualizada em 29/06/2019 às 12h02min

Universitária com vida de luxo é presa suspeita de liderar quadrilha em MT

Aliny Gama
Taynã Soares Pinório Cabriot, estudante acusada de liderar roubo de celulares, tinha vida de luxo em MT, diz a polícia Imagem: Polícia Judiciária Civil

A estudante de administração de empresas Taynã Soares Pinório Cabriot, 23, foi presa ontem pela Polícia Judiciária Civil em Várzea Grande (MT), suspeita de liderar uma quadrilha especializada em roubos de celulares em Mato Grosso.

Ela estava construindo uma mansão com o dinheiro do crime, segundo a polícia, em um condomínio de luxo em Cuiabá.

"A líder ostenta alto padrão socioeconômico, inclusive, está construindo uma mansão em um condomínio de luxo em Cuiabá", diz a delegada Elaine Fernandes da Silva, titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Várzea Grande.

A polícia afirmou ainda que o apartamento em que Taynã morava também é incompatível com suas informações financeiras oficiais.

Ela foi presa com outras três pessoas apontadas como integrantes do grupo criminoso. Os demais não tiveram o nome divulgado.

Taynã é apontada pela polícia como responsável pela estratégia de escoamento dos celulares roubados pela quadrilha, além de gerenciar as finanças do grupo, usando as noções que obtinha no curso de administração de empresas.

A quadrilha liderada pela estudante, diz a polícia, intermediava os roubos.

Durante a ação, a polícia disse ter descoberto uma rede de receptadores dos roubos organizada em pasta em ordem alfabética. A polícia apreendeu ainda 70 smartphones, caderno de contabilidade, máquina de cartões e diversas notas promissórias assinadas por receptadores.

A quadrilha foi descoberta durante investigação de um furto de smartphones que totalizou R$ 70 mil em uma loja da rede Havan, em maio. Criminosos entraram pelo telhado da empresa, invadiram a loja e levaram diversos aparelhos das marcas Asus, LG, Motorola, Apple e Samsung.

"As cargas de aparelhos celulares, geralmente, são furtadas em proximidades de datas comemorativas, nas quais os produtos de origem criminosa são inseridos no mercado consumidor", informa a Polícia Judiciária Civil. No caso do furto da Havan, acredita-se que o objetivo era vender os produtos no Dia das Mães.

A delegada destaca a importância de identificar e responsabilizar quem atua no mercado receptador para que crimes como este sejam coibidos. "É importante a sociedade se conscientizar sobre os danos causados pela receptação. Um produto receptado pode, muitas vezes, ter sido a causa da perda de uma vida, como em casos de latrocínio", destaca Silva.

A defesa de Taynã não foi localizada pela reportagem.


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