29/06/2019 às 18h44min - Atualizada em 29/06/2019 às 18h44min

Senadora critica falta de políticas para erradicar analfabetismo

Segundo o censo do IBGE, Mato Grosso registra a maior taxa de analfabetismo na região

REDAÇÃO
A senadora Selma Arruda: "O analfabetismo funcional é uma arma que os maus políticos" (Waldemir Barreto/Agência Senado)

A senadora Selma Arruda (PSL) criticou, na sessão do Senado da última quinta-feira (27), o fato de Mato Grosso figurar em primeiro lugar do ranking com maior número de analfabetos dos estados do Centro-Oeste

 

Segundo o censo do IBGE, Mato Grosso registra a maior taxa de analfabetismo na região, com 7,5% da população sem saber ler e escrever. A média também está acima da nacional, que é de 6,8%.

 

A senadora diz que “além dos números divulgados, há de se levar em conta o grande número de analfabetos funcionais; pessoas que não são capazes de relatar o teor de um texto, que não conseguem reproduzir uma ideia”.

"O analfabetismo funcional é uma arma que os maus políticos têm para se manterem no poder. Nós precisamos ter um povo que entenda o que está acontecendo consigo, se preocupe e se posicione a cerca dos fatos que são tratados no Brasil”, disse a senadora na tribuna.
 

Selma ressaltou, ainda, que anos atrás, a Secretaria de Estado de Educação vislumbrou um projeto piloto que iria desbancar os índices de analfabetismo nos municípios com baixos índices de alfabetização. 

 

A ideia seria o Estado garantir a formação dos professores, a coordenação dos cursos, com cessão de profissionais e salas de aulas, numa tentativa de mobilizar toda a sociedade analfabeta. 

 

“A medida inovadora e aparentemente simples não saiu do papel e agora o IBGE coloca em xeque a competência do Estado em lidar com o assunto”, ressalta a senadora.  

 

A parlamentar citou como referência o município de Nossa Senhora do Livramento, que figurava com taxa de analfabetos de 22% em 2010, e continua com os mesmo índices em 2019. "Nada muda", afirmou a senadora. 

 

“A nossa Capital do estado também não fez a tarefa de casa e registrou 3,6% de analfabetos, também o maior índice entre as três capitais do Centro-Oeste”, frisou.

 


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