14/12/2016 às 18h06min - Atualizada em 14/12/2016 às 18h06min

Juíza manda prender empresário Alan Malouf por fraude na Seduc

Ele foi citado em delação premiada do empresário Giovani Guizardi, que confessou crimes

Página Press, com informações do Mídia News
O empresário Alan Malouf, cuja prisão foi decretada (Marcus Mesquita/MidiaNews)

A juíza Selma Arruda, da Vara Contra o Crime Organizado da Capital, determinou a prisão preventiva do empresário Alan Malouf, sócio do buffet Leila Malouf.

A determinação faz parte da deflagração da 3ª fase da Operação Rêmora, denominada "Grão Vizir", que investiga esquema de propinas e fraudes em licitações na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Alan Malouf foi citado na delação premiada do empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora Ltda, como financiador do suposto caixa dois da campanha do governador Pedro Taques, em 2014. Ele teria tentado recuperar o dinheiro com fraudes na secretaria.

Neste momento, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) cumpre mandados de busca e apreensão no buffet e na casa do empresário, que ainda não foi encontrado.

Também integra a operação o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), que investiga autoridades com foro privilegiado. Além da prisão, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva.

O advogado Huendel Rolim, que responde pela defesa do empresário Alan Malouf, informou que o empresário vai se apresentar ainda hoje às autoridades competentes.

Efeito delação

O decreto prisional, segundo apurou a reportagem, teve como base a delação premiada do empresário Giovani Guizardi, que estava preso desde maio e foi solto no início deste mês.

Em sua delação, ele confessou ter integrado o esquema e afirmou que ele e Alan Malouf arquitetaram as fraudes na Seduc. Guizardi disse que Alan investou R$ 10 milhões na campanha de Taques e, por isso, queria receber o investimento de volta por meio do esquema.

Guizardi contou que era o responsável por cobrar a propina dos empresários que integravam o cartel, no valor de 5% dos contratos e das medições que os mesmos tinham a receber da Seduc.

Desta porcentagem, segundo Guizardi, 25% eram destinados ao presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB); outros 25% para o então secretário de Educação, Permínio Pinto; 25% para o empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf; 5% para o ex-servidor da Seduc, Fábio Frigeri; 5% para o também ex-servidor Wander Luis dos Reis e 10% restantes ficavam para ele.

Os 5% entregues a Wander seriam “a titulo de administração do esquema (combustível, telefone celulares, energia, aluguel da sala comercial no Edifício Avant Garden – onde as reuniões do grupo criminoso eram realizadas – entre outras despesas)”, disse Guizardi, em seu depoimento.


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