16/12/2016 às 06h12min - Atualizada em 16/12/2016 às 06h12min

Laudo do IML aponta que Rodrigo Claro morreu vítima de AVC

Rodrigo faleceu no dia 15 de novembro após passar cinco dias internado após sofrer um aneurismo cerebral após treinamento

Circuito MT
Reprodução

O laudo do Instituo Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte do aluno soldado do Corpo de Bombeiros Rodrigo Claro,21, foi um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A informação é do secretário de Segurança Rogers Jarbas, que explicou que o documento nega a existência de doenças anteriores ao óbito, não sendo capaz de identificar como causa da morte qualquer conduta externa.

O documento foi entregue na quarta-feira (14) à Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) e à Corregedoria do Corpo de Bombeiros e será divulgado nesta sexta-feira (16). No entanto, os dados foram adiantados pelo representante da Pasta em entrevista concedida ao jornal MTTV na TV Centro América, na noite desta quinta-feira (15).

As instituições investigam denúncias de excessos nos treinamentos por parte da Tenente do Corpo de Bombeiros Isadora Ledur, que já respondeu a um processo administrativo relativo a denúncias da mesma natureza. Além dela, outros quatro militares envolvidos no exercício foram afastados de suas atividades e cumprem atualmente funções administrativas.

Na primeira denúncia feita contra ela eram apuradas infrações relativa à pressão psicológica nos alunos do 15º curso de formação, não sendo constatada a ação. Por esse motivo ela foi escalada novamente para o treinamento, que está em sua 16ª edição. Agora, diante de um segundo processo, se for comprovado algum tipo de responsabilidade sobre a morte do jovem, Isadora provavelmente não ser chamada para os próximos cursos, segundo o Coronel.

“As denúncias anteriores não comprovaram excessos, por isso a presença dela. Mas em um próximo curso, se for verificado que ela cometeu excesso, é uma outra situação. Se ela vai ser chamada? Provavelmente não, mas não dá pra saber. Talvez mesmo não praticando o excesso ela não seja chamada.” O coronel não soube informar se a profissional já foi ouvida pelos investigadores.

O caso                                                                                         

O aluno do Curso de Formação do Corpo de Bombeiro de Mato Grosso, Rodrigo Claro, morreu na noite do dia 15 de novembro após passar cinco dias internado no Hospital Jardim Cuiabá, na Capital. Ele deu entrada no hospital com aneurisma cerebral após ter recebido, supostamente, uma série de afogamentos propositais em um processo conhecido como "caldo" durante o curso que era realizado na Lagoa Trevisan. O Corpo de Bombeiros diz que mal-estar teria sido provocado após uma travessia na Lagoa Trevisan.

Durante o velório do jovem realizado na sede 1º Batalhão de Bombeiros Militar, a mãe do aluno, Jane Patrícia Lima Claro, contou que Rodrigo disse a ela durante uma conversa pelo celular que estava com medo antes da aula, pois havia uma tenente que ‘pegava no pé’.  “Ele me mandou uma mensagem no mesmo dia, dizendo que estava com muito medo porque uma Tenente que ‘pega no pé’ dele estaria lá. Até parece que ele já sabia o que ia acontecer”, contou a mãe.

O avô do jovem, Jair Patrício de Lima, conta que colegas do aluno disseram que Rodrigo teria sido afogado diversas vezes. “Meu neto foi retirado de lá pelos colegas, eles disseram que Rodrigo foi afogado várias vezes. Eles também relataram que ele fez a travessia da lagoa e disse que não aguentava, mas que os instrutores o obrigaram a retornar”.


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