10/12/2019 às 12h15min - Atualizada em 10/12/2019 às 12h15min

Etanol e gasolina estão mais caros em Mato Grosso

A GAZETA
Reprodução

Agora é a vez dos combustíveis assustarem os consumidores. Motoristas que abasteceram o veículo nesta segunda-feira (9) se depararam com preços ainda maiores que os vistos no sábado (7), quando a alta começou a ser percebida nos postos. O litro do etanol está sendo vendido na Capital por até R$ 2,87, alta de 8,7% sobre o preço médio praticado na semana de 1º a 7 de dezembro (R$ 2,64), e de 15,2% se comparado o valor do fim de novembro (R$ 2,49). A gasolina também ficou mais cara e o consumidor paga até R$ 4,77 pelo litro, alta de 5% e de 7%, na mesma base comparativa, segundo levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Em nota, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Sindipetróleo/MT) afirma que os reajustes são consequência dos aumentos registrados nas distribuidoras. “Numa pesquisa rápida entre os revendedores, há relatos de aumento de 17 centavos de quarta para quinta-feira passada, por uma grande distribuidora atuante em Mato Grosso”.

Ainda conforme a entidade, entre os motivos que contribuíram para a alta nas bombas estão a alta do etanol nas usinas, produto misturado à gasolina, e do biodiesel, usado no óleo diesel, além da valorização do petróleo no mercado internacional. Tamanho aumento no preço do combustível obrigará o técnico agropecuário Carlos Henrique Ferreira, 25, a se mudar para Acorizal, onde trabalha. Ele sai de Cuiabá diariamente para trabalhar na cidade que fica a 62 km da Capital.

“Estou gastando cerca de R$ 1,5 mil com combustível. Tenho carro também mas só uso para sair com a família. Para trabalhar uso a moto, que é flex, mas que está gerando um custo muito elevado. Agora, com mais esse aumento, vou me mudar para Acorizal e voltar só no fim de semana para ficar com a família. Esse aumento vai gerar um impacto inicial de R$ 300 no orçamento”.

A administradora de empresas Fabyane Nagazawa, 36, gastava, em média, R$ 95 a cada vez que ia ao posto abastecer com etanol. Nesta segunda-feira gastou R$ 114. “Se você considerar 3 abastecimentos por mês são R$ 60 de diferença, o que daria para fazer a feira na semana. É um absurdo”.

O Sindipetróleo ressalta que o mercado é livre e competitivo em todos os segmentos, cabendo a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não os reajustes ao consumidor.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »