11/01/2020 às 15h00min - Atualizada em 11/01/2020 às 15h00min

Gerente é condenado a 30 anos por estuprar e matar jovem de MT

Vítima foi executada com golpes de taco de beisebol; para juiz, crime foi cometido com "brutalidade incomum"

BIANCA FUJIMORI
Débora Soriano de Melo (detalhe) foi estuprada e assassinada no bar onde Willy Liger trabalhava (Reprodução)

A Justiça de São Paulo condenou, na quinta-feira (9), o gerente de bar Willy Gorayeb Liger a 30 anos de prisão pelo feminicídio qualificado e estupro da cacerense Débora Soriano de Melo, de 23 anos.

 

O crime ocorreu em um bar no Bairro Mooca, zona leste de São Paulo, em dezembro de 2016.

 

Conforme a Folha de São Paulo, Liger vai cumprir pena inicialmente em regime fechado e sem direito de apelar em liberdade.

 

O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, entendeu que o réu matou a vítima para tentar escapar da punição pelo estupro que havia cometido momentos antes.
 

Ao proferir a sentença, o juiz Luis Gustavo Esteves Ferreira, da Primeira Vara do Júri da Capital, afirmou que o crime "foi cometido pelo acusado com brutalidade incomum, incompatível com o mais elementar sentimento de piedade humana".

 

No entanto, a defesa de Willy afirmou que irá buscar redução da pena.

 

O crime

 

Na madrugada de 14 de dezembro de 2016, Willy e dois amigos conheceram a vítima e outra jovem em uma boate no Centro da cidade.

 

Em seguida, o grupo foi até o bar da Mooca, que pertencia ao primo do criminoso, onde Willy trabalhava como gerente.

 

Após parte do grupo ir embora, Willy e Débora ficaram sozinhos no estabelecimento, momento em que o réu abusou sexualmente da jovem.

 

Depois do estupro, que deixou a vítima com diversas lesões e sangrando, o criminoso matou a cacerense com golpes de taco de beisebol.

 

O corpo foi encontrado pela Polícia após o proprietário do bar acionar as autoridades. Ele disse que recebeu uma ligação do primo dizendo que precisava se livrar do corpo.

 

Oito dias depois ele foi preso na Bahia e alegou não se lembrar do estupro, mas confessou o assassinato.

 

 


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