29/01/2020 às 15h24min - Atualizada em 29/01/2020 às 15h24min

Governo nega proposta de distribuir gastos do VLT entre municípios

Governador Mauro Mendes diz que definição sobre o futuro do modal deverá sair somente na reta final deste semestre

REINALDO FERNANDES
Reprodução/Secom Governo
O governador Mauro Mendes negou que haja intenção para distribuir os custos do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) entre os 141 municípios de Mato Grosso. Informação da coluna Radar, da revista Veja, aponta que o governador proporia aos prefeitos assumir fatias dos gastos de manutenção do modal, como tarifa e serviços. Seria uma alternativa para o Estado conseguir bancar o funcionamento do modal.

“Nunca houve uma conversa minha nesse sentido”, respondeu Mendes ao ser questionado sobre o assunto na inauguração do COT (Centro Oficial de Treinamentos), nesta terça-feira (28).

Conforme a Veja, a proposta de rateio tem programação para ser apresentada na reunião com ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e a Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura do Senado, no dia 10 de fevereiro.


Mas, o governador diz que ainda não existe definição sobre o futuro das obras. O assunto vem sendo discutido com o governo federal desde o início do governo Mendes. Contudo, a constante troca de comando na Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana retarda o cronograma.

“Essa semana houve uma reunião em Brasília do grupo de trabalho, tenho outra reunião na semana que vem, e eu marquei uma nova visita de cortesia ao novo secretário, já é o terceiro secretário, para conhecer ele e ver se, dessa vez, para de mudar de secretário e nós conseguimos avançar na relação do governo do Estado com o governo federal”, afirmou Mendes.

O governo do Estado havia marcado data para a divulgação da decisão sobre o destino do modal no fim do ano passado, e a instabilidade dos titulares pasta de novo forçou a mudança de data.

Desta vez, a previsão é que sai uma definição até o fim deste semestre e o governador conta com a entrada financeira da União na condução do projeto.

O ministro Gustavo Canuto diz que os recursos poderão ser contratados com a CEF (Caixa Econômica Federal) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). Um grupo de trabalho está responsável pela avaliação do projeto e sua implantação.
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