29/01/2020 às 15h43min - Atualizada em 29/01/2020 às 15h43min

Backer se nega a confirmar caso de intoxicação em Mato Grosso

Morador de Várzea Grande, que passou final de ano em MG, foi internado com intoxicação

REDAÇÃO
Garrafas da cerveja Belorizontina, fabricada pela Cervejaria Backer

A Cervejaria Backer, por meio de sua assessoria de imprensa, se recusou a confirmar ou negar que tenha conhecimento da ocorrência do caso de intoxicação de um morador de Várzea Grande pela cerveja Belorizontina.

 

Nesta terça-feira (28) a esposa do homem que consumiu a cerveja no final do ano passado, em Belo Horizonte (MG), afirmou ao MidiaNews que, de fato, ele passou mal. Advogada, ela disse que o marido recebeu tratamento médico e que atualmente está “normal”. Ela se negou a dar maiores informações sobre o caso.

 

A Backer afirmou, na manhã desta quarta-feira (29), “que não cabe à cervejaria negar ou confirmar o caso”. Segundo o jornalista que atendeu a reportagem, de nome Mateus, quem deve se posicionar são as autoridades públicas.

 

Ele apenas disse que a Backer não enviou nenhuma equipe a Mato Grosso. Perguntado sobre outras questões relacionadas ao caso de Várzea Grande, ele disse que “por enquanto só podemos afirmar isso”.

 

O caso

 

O morador Várzea Grande, cuja identidade não foi divulgada, foi internado depois de beber a cerveja, na qual foi encontrada a substância tóxica dietilenoglicol.

 

A substância provoca graves danos aos rins e pode levar à morte. Até o momento, o número de suspeitos de intoxicação é de 29 pessos; quatro mortes foram confirmadas no País.

 

Segundo apurou a reportagem, o homem passou as festividades de fim de ano com a família, que mora na capital mineira, onde consumiu ao menos duas garrafas da cerveja.

 

No dia seguinte, ele teria começado a passar mal, com dores abdominais, náuseas e vômitos. Em seguida, procurou ajuda médica.

 

Curiosamente, segundo relatou uma fonte, que pediu para não ser identificada, seu quadro de saúde só não se agravou porque o homem teria tomado cachaça junto com a cerveja.

 

O álcool etílico (etanol) é o antídoto contra o dietilenoglicol, e está sendo usado para o tratamento das vítimas.

 

Dias depois, após o tratamento, o homem voltou a Mato Grosso, mas precisou ser novamente internado. Ele ficou quatro dias recebendo cuidados médicos, em um hospital de Cuiabá, durante a semana passada.


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