31/12/2016 às 12h25min - Atualizada em 31/12/2016 às 12h25min

Após demissões, Legislativo devolve R$ 750 mil para Prefeitura

Redação
Presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Haroldo Kuzai, entrega ao prefeito Mauro Mendes, cheque simbólico no valor de R$ 750 mil, com relação de instituições a serem beneficiadas com os recursos (Assessoria)

O presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Haroldo Kuzai (Solidariedade), entregou ao prefeito Mauro Mendes (PSB), um cheque simbólico no valor de R$ 750 mil. O valor refere-se a uma sobra no duodécimo do exercício financeiro deste ano, que havia sido repassado pelo Poder Executivo ao Legislativo, conforme previa a Lei Orçamentária Anual de 2016. O dinheiro já foi creditado na conta da prefeitura.

Segundo Haroldo, a sobra de recursos só foi possível graças as medidas de contenção de gastos levadas a efeito na Câmara.  “Esta economia foi possível graças ao comprometimento de todos os vereadores e servidores em reduzir as despesas da Câmara”, explicou Haroldo Kuzai, que está deixando o cargo oficialmente neste sábado (31).

No cheque simbólico entregue por Haroldo a Mauro está escrito como a Câmara quer que os recursos sejam destinados. Do total de R$ 750 mil, 100 mil vão para o Lar dos Idosos; 200 ml para o Hemocentro-MT;120 mil para a APAE de Cuiabá; 130 mil para o Hospital do Câncer de Mato Grosso e 200 mil para o Hospital Júlio Muller.

Aplicação

O prefeito elogiou a iniciativa dos vereadores em devolver os recursos do duodécimo e a sugestão de como devem ser aplicados. Ele vai encaminhar a sugestão ao prefeito eleito. “Caberá ao Prefeito eleito Emanuel Pinheiro atender aos repasses da maneira que foram indicados por esta gestão”, disse.

Na sessão de terça (27), os vereadores por Cuiabá aprovaram a extinção de 240 cargos comissionados da Câmara. Com isso, não há possibilidades de nomeação durante o período até a próxima legislatura em fevereiro. Até lá, Legislativo funcionará com sete secretários e 21 cargos DAS, além dos 97 servidores efetivos.

Em dezembro, a Câmara já havia demitido 389 comissionados para respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), fixada em 70% do gasto com folha salarial. A demissão em massa fez com que a despesa caísse de 72% para 69% do duodécimo.


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