31/07/2020 às 14h36min - Atualizada em 31/07/2020 às 14h36min

Quatro fazendeiros de MT ocupam lista dos que mais desmataram a Amazônia; confira

WELLYNGTON SOUZA
Imagem aérea da Fazenda Cristo Rei, de Edio Nogueira (Caio Gatelli/Reprodução)

Um levantamento da revista Veja, publicado na manhã desta sexta-feira (31) aponta os 10 fazendeiros que mais desmataram a Amazônia nos últimos meses, sendo quatro de Mato Grosso. A lista é liderada pelo agropecuarista, Edio Nogueira, proprietário da Fazenda Cristo Rei no município de Paranatinga (a 376 km de Cuiabá).

O levantamento é com base nas maiores multas aplicadas por uma única infração do tipo entre agosto de 2019 e julho de 2020, período em que é medida a devastação anual no país pelo Prodes, projeto de monitoramento por satélites criado em 1988.

A propriedade de Edio está a 18 quilômetros do limite com o Parque Nacional do Xingu. Ele já teria recebido uma multa de R$ 50 milhões por desmate ilegal e outra no valor de R$ 2 milhões por uso irregular de agrotóxico.

A reportagem aponta ainda que a "cidade é terra de fazendeiros criminosos e que atualmente é um dos epicentros da destruição da Amazônia".

Outros dois mato-grossenses que aparecem na lista também são do município de Paranatinga, sendo Ilto José Mainardi. Ele é proprietário da Fazenda Marajoara. Ele recebeu multa no valor de R$ 33,31 milhões.

Já outro se trata de Cleudes Santos de Oliveira, que segundo levantamento recebeu multa por desmate ilegal no valor de R$ 14 milhões.

O quarto agropecuário de Mato Grosso é Silvio Som Cruz e Silva, do município de Feliz Natal (a 511 km de Cuiabá). Sob ele, foi atribuído uma multa no valor de R$ 14 milhões.

Desmatamento

Conforme a reportagem, a justiça ambiental do Brasil é lenta somente 3% das infrações emitidas pelo Ibama no país são efetivamente cobrados. Pelo levantamento, o desmatamento na Amazônia Legal aumentou durante o governo do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Em agosto de 2018 a julho de 2019, 6.844 quilômetros quadrados foram desmatados; em agosto de 2019 a julho de 2020 aumentou para 8.282 km². 

Confira reportagem na íntegra
 

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