18/08/2020 às 13h01min - Atualizada em 18/08/2020 às 13h01min

Mauro detona irmãos Campos por aliança com Leitão e cutuca: “devemos respeitar a família DEM”

Governador disse que só irá se manifestar sobre eleição ao Senado após posicionamento oficial do diretório do Democratas

ALLAN MESQUITA
Folha Max
Reprodução

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou ao FOLHAMAX que recebeu com bastante surpresa as declarações publicadas pela imprensa, da família Campos, sobre o processo eleitoral para a vaga de senador da República. Ontem, o grupo liderado pelo senador Jayme Campos e seu irmão, o ex-governador Júlio Campos, anunciou apoio a pré-candidatura de Leitão, inclusive, indicando o primeiro-suplente da chapa.

“Foi com grande surpresa que li algumas declarações, porque desde a decisão judicial que adiou a nova eleição por causa do coronavírus, nosso grupo político já tinha a opção de três nomes fortes para a disputa, do meu vice-governador Otaviano Pivetta, do atual senador Carlos Fávaro e do correligionário Júlio Campos”, destacou.

Mendes ainda lembrou que “as composições para a viabilização das candidaturas estão em pleno andamento, com Pivetta com muitos apoiadores dentro e fora do governo, Fávaro na busca por apoio dos mais diversos setores e Júlio Campos, que mais recentemente havia declarado sua candidatura”.

“Nesse cenário não havia qualquer possibilidade de apoio ao PSDB, antes que qualquer decisão na Executiva fosse tomada. Lealdade ao partido tem que estar acima de interesses particulares e familiares. Lealdade ao DEM e ao grupo político que está nele é respeitar a renovação das lideranças, a decisão da maioria e, principalmente, saber aceitar as mudanças pelo bem do partido”, ponderou.

Mauro Mendes ainda afirmou que o presidente  do partido é Fábio Garcia e isso precisa ser respeitado. Destacou que a legenda cresceu muito no último ano, se consolidando como a maior sigla do Estado. 

“Será ele [Fábio Garcia] juntamente com a Executiva quem levará todas as opções para que o diretório decida. Não há liberação para que cada um siga seu caminho antes que o diretório se posicione. Até porque, quem pode liberar alguém para seguir o caminho que quiser dentro do DEM é somente o diretório e a executiva partidária”, disparou.

Somente após saber qual o o posicionamento oficial do DEM, o governador se manifestar oficialmente sobre candidatura ao Senado. Para ele, isso é uma questão de respeito.

“Fazer coligações antes da decisão majoritária, ou mesmo impor decisões individuais acima do coletivo, não faz parte da minha história política. Sou um homem de grupo. Qualquer decisão pessoal que tomarei será somente após o posicionamento oficial do meu partido. Precisamos respeitar o Democratas e sua grandeza. Pois, ele [DEM] não pertence a poucas pessoas. A família DEM, não é composta de duas ou três pessoas, é composta por mais de 48 mil filiados”, ressaltou. 

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