19/08/2020 às 09h10min - Atualizada em 19/08/2020 às 09h10min

Na madrugada e após 7h, chega ao fim a reconstituição da morte de Isabele Ramos

A residência onde ocorreu o trabalho foi isolada dividindo o perímetro em 3 níveis.

Bárbara Sá
RD News
Movimentação policial em frente à mansão no Alphaville I, onde Isabele morreu, a vítima e, ao lado, a garota que atirou, chegando para depor na delegacia

APolícia Civil concluiu em 7 horas a reconstituição do dia em que Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, morreu com um disparo no rosto. A ação começou com 1h30 de atraso, após as 19h. Inicialmente, a previsão era de que duraria até 5 horas, mas próximo à meia-noite os trabalhos ainda estavam acontecendo e somente foi concluído à 1h40 da madrugada de hoje (19). Toda a ação ocorreu no condomínio Alphaville I, em Cuiabá.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, todas as pessoas intimadas compareceram, à exceção da adolescente que fez o disparo. Foram reproduzidos todos os movimentos efetuados pelas partes, para apontar a compatibilidade das versões apresentadas na investigação. Houve inclusive a simulação do tiro, com três disparos.

Na primeira etapa do trabalho, a polícia remontou como agiram os pais da autora do homicídio e seus irmãos. Em seguida, deu início a segunda fase dos trabalhos que reconstituiu o homicídio.

Como a adolescente que atirou por suposto acidente na amiga Isabele não participa da reconstituição do crime por problemas emocionais, expostos em laudo médico apresentado pela defesa, a garota foi representada por uma atriz, bem com a vítima.

Já a terceira fase, foi o namorado, de 16 anos, da adolescente que mostrou como deixou a arma do crime na casa da família Cestari. E os detalhes do seu armazenamento.

residência onde ocorreu o trabalho foi isolada dividindo o perímetro em 3 níveis. Conforme informado pela PJC, têm acesso à rua da casa apenas os envolvidos nos trabalhos e os moradores das residências vizinhas.

Após a reconstituição, os delegados da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e da Delegacia dos Direitos da Criança e do Adolescente de Cuiabá (Deddica), que presidem o inquérito, irão analisar se serão necessários novos depoimentos.

O delegado Wagner Bassi estima que a conclusão do inquérito deva ocorrer em dez dias após o laudo pericial da reprodução.

O Crime

Isabele Ramos foi morta na noite do dia 12 de julho, em uma das residências do condomínio Alphaville 1, com um tiro de pistola disparado por sua amiga, da mesma idade.

Conforme laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), a vítima estava no banheiro da casa de propriedade do empresário Marcelo Cestari, pai da autora do crime. Em depoimento à polícia, a garota alegou que o disparo contra a amiga foi acidental e ocorreu quando tentou guardar o case da arma, deixado na residência pelo seu namorado.

Porém, laudos da Politec colocaram em xeque a versão dela, apontando que o disparo contra Isabele não teria ocorrido de maneira acidental. Conforme os peritos, o autor do crime estava de frente para a vítima, atirou frontalmente e a curta distância - 20 a 30 cm. O tiro atingiu o nariz da menor e transfixou para a sua cabeça, ainda segundo o laudo.

De acordo com a descrição dos laudos, o impacto do disparo fez com que o corpo de Isabele caísse de joelhos para frente e depois para trás no banheiro, com sua cabeça no box.

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