18/09/2020 às 16h18min - Atualizada em 18/09/2020 às 16h18min

Jovem é rejeitada por empresa do agro por ser mulher e caso viraliza nas redes sociais

JOYCY AMBRÓSIO
Reprodução

No entanto, o que o representante da empresa não esperava era a visibilidade que sua resposta ia ganhar nas redes sociais. Após a publicação feita pela jovem recusada com uma legenda que mostra a sua frustração “é esse tipo de coisa que me deixa decepcionada e com tanto medo do mercado de trabalho”, a postagem ganhou mais de 20 mil curtidas e quase 3 mil compartilhamentos até a manhã desta sexta-feira (18).

Em apoio a futura veterinária, outros jovens comentaram a mídia compartilhada pela estudante. Uma delas escreveu “bora mandar mensagem para eles falando: nossa política não permite que a gente use o serviço de empresas que não cumprem a lei e que são sexistas”.
Uma outra jovem advogada se colocou à disposição para processar o grupo.

“Sou advogada e me ofereço a processar de graça só pelo prazer de tirar dinheiro de misógino”, respondeu ela para a moça.
Homens também se posicionaram contrários as políticas da empresa, um deles se manifestou dizendo que “foi um livramento. Imagina trabalhar com gente machista nesse nível?”.

Já outro se revoltou e logo sugeriu que o caso também vale um processo contra a Matsuda.

“Denuncia, processa, reporta no Ministério Público do Trabalho. Não podemos admitir em 2020 empresas com políticas tão retrógrada!”, manifestou o jovem.

Outro lado

O Grupo Matsuda, que tem mais de 70 anos no mercado brasileiro e atual segmento do agronegócio, se manifestou, na quinta-feira (17), em relação ao acontecido após a repercussão que o caso ganhou.

Pela sua conta oficial do Instagram, a empresa declarou que a situação foi uma falha de comunicação que o funcionário cometeu ao responder o email da jovem.

“O Grupo Matsuda vem a público dizer que sempre primou pela diversidade na formação de seu quadro de funcionários, não aceitando qualquer forma de discriminação, entretanto, reconhecemos que houve uma falha de um dos nossos colaboradores, o que causou grande desconforto”, escreveu em trecho da Nota Oficial.

E seguiu esclarecendo que a empresa sempre primou por um ambiente “laboral diversificado e harmonioso, não compactuando como qualquer tipo de discriminação, sempre tendo como meta a valorização do ser humano”.

Após terminar a nota com um pedido de desculpas sobre o acontecido, o funcionário que respondeu a estudante também se manifestou por um comentário em resposta a postagem do grupo.

“Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos (das) pela minha resposta ao email de uma interessada a fazer parte do departamento técnido da Matsuda. Foi uma resposta totalmente equivocada, muito mal expressa e infeliz”, escreveu o funcionário.

Ele seguiu dizendo que não faz parte do departamento técnico da empresa, por isso não tinha autonomia para admitir ou demitir alguém.

Apesar de se redimir em relação ao acontecido, a publicação de desculpas do Grupo Matsuda ganhou respostas negativas de seus seguidores “Que feio, eu pensava que era uma empresa bacana, decepcionado”, um deles escreveu.   

Nota na íntegra 

O Grupo MATSUDA vem a público dizer que sempre primou pela diversidade na formação de seu quadro de funcionários, não aceitando qualquer forma de discriminação, entretanto, reconhecemos que houve uma falha de um dos nossos colaboradores, o que causou grande desconforto.
A empresa sempre buscou um ambiente laboral diversificado e harmonioso, não compactuando como qualquer tipo de discriminação, sempre tendo como meta a valorização do ser humano.

Desta forma, queríamos apresentar nosso pedido de desculpas quanto ao fato ocorrido e que estamos tomando as devidas providências para que fatos semelhantes não mais ocorram, e que estamos apurando as responsabilidades, quanto ao ocorrido.
Colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente,

Direção.

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