19/11/2020 às 11h16min - Atualizada em 19/11/2020 às 11h16min

Candidatos gastam mais de R$ 3 mi do 'fundão'

JANAIARA SOARES
Gazeta Digital

Mais de R$ 3,1 milhões em recursos oriundos do Fundo Eleitoral financiaram os candidatos à Prefeitura de Cuiabá no primeiro turno. Da lista de candidatos, Gisela Simona (Pros) foi a que mais utilizou recursos do chamado ‘fundão’, totalizando R$ 1,2 milhão. Deste total, R$ 1 milhão veio do partido da candidata, e R$ 250 mil do PDT, partido do qual faz parte seu candidato a vice, Fabrício Carvalho.

Depois de Gisela, o atual prefeito Emanuel Pinheiro foi o segundo que mais usou recursos partidários, totalizando R$ 856,9 mil. Da soma, 620,9 mil veio do diretório nacional do MDB, partido do qual o prefeito faz parte. Outros R$ 225 mil foram doados pelo Progressistas, partido do seu candidato a vice, José Stopa e R$ 11 mil do PTB, partido do filho do prefeito, deputado federal Emanuelzinho.

Julier Sebastião recebeu R$ 534 mil do PT e Aécio Rodrigues 230 mil do PSL. Abílio Junior que conseguiu uma vaga no segundo turno recebeu R$ 230 mil do Podemos para poder fazer campanha e Roberto França R$ 260 mil. Gilberto Lopes recebeu R$ 62 mil e Paulo Henrique Grando R$ 6 mil do partido Novo.

Fundão

 

 

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, denominado Fundo Eleitoral, é constituído por dotações orçamentárias da União, multas, penalidades, doações e outros recursos financeiros que lhes forem atribuídos por lei.

De acordo com a legislação, os recursos do FEFC devem ser distribuídos pelo TSE aos diretórios nacionais dos partidos de acordo com os seguintes critérios: 2% igualmente entre todos os partidos; 35% divididos entre aqueles que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, na proporção do percentual de votos obtidos na última eleição geral para a Câmara; 48% divididos entre as siglas, na proporção do número de representantes na Câmara, consideradas as legendas dos titulares; e 15% divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado Federal, consideradas as siglas dos titulares.

Os parâmetros para a divisão nas eleições municipais de 2020 foram revisados. Para o cálculo de distribuição, a Corte Eleitoral decidiu considerar o número de representantes eleitos para a Câmara e para o Senado na última eleição geral, bem como o número de senadores filiados ao partido que, na data do pleito, estavam no primeiro quadriênio de seus mandatos.

Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Moeda Valor
Servidor Indisponível ...