26/12/2020 às 19h57min - Atualizada em 26/12/2020 às 19h57min

Por caixa 2, MPE pede cassação de diploma de prefeito reeleito

Na véspera da eleição, em novembro, casal foi preso com dinheiro e material de campanha da chapa

THAIZA ASSUNÇÃO
Mídia News
O prefeito reeleito de Peixoto de Azevedo, Mauricio Ferreira de Souza: MP Eleitoral pede cassação (Reprodução)

O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do diploma do prefeito reeleito de Peixoto de Azevedo, Mauricio Ferreira de Souza (PSDB), por caixa 2 e abuso de poder econômico. 

 

A representação também pede a cassação do diploma do vice de Mauricio, Gilmar Santos de Souza, o “Gilmar do Esporte”.

 

Conforme o MP Eleitoral, na véspera da eleição municipal, 14 de novembro, um casal foi preso com cerca de R$ 1,5 mil e diversos materiais de campanha dos candidatos.
 

Segundo o Ministério Público, o dinheiro fazia parte do pagamento de cabos eleitorais, sem declaração à Justiça Eleitoral.

 

Após a prisão do casal, o MP Eleitoral abriu uma investigação e descobriu que a mulher foi contratada de maneira oculta para que prestasse serviço aos candidatos, em especial a Gilmar do Esporte.

 

De acordo com o Ministério Público, ela recrutava de maneira paralela, novas pessoas para trabalharem como cabos eleitorais da chapa majoritária e também era responsável por realizar pagamentos em dinheiro dessas pessoas. 

 

“Em verdade, pode-se observar que as referidas contratações materializaram esquema de utilização de recursos não contabilizados, havendo pagamento em espécie como forma de evitar o controle da Justiça Eleitoral em relação a origem dos recursos e, posteriormente, aos gastos promovidos a partir deles”, diz trecho da representação.

 

“Firme nesse entendimento, forçoso admitir que o uso de recursos materiais e humanos fora do círculo permissivo da legislação eleitoral como o objetivo de obter vantagem para os candidatos, que resultaram na contratação de 43 (quarenta e três) pessoas para trabalharem paralelamente, e no emprego de recursos em espécie, na proporção estimada de aproximadamente R$ 12.900,00 (doze mil e novecentos) reais, comprometeu a legitimidade e normalidade da eleição”, diz outro trecho da representação.

 

O documento foi encaminhado para a 033ª Zona Eleitoral de Peixoto de Azevedo.

 

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