12/02/2017 às 13h33min - Atualizada em 12/02/2017 às 13h33min

Número de pessoas mortas sobe para 142 no ES

Dados contabilizam homicídios registrados até as 10h deste domingo (12)

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Desde ontem (11), mais 5 pessoas morreram no Espírito Santo REUTERS

O número de mortos no Espírito Santo subiu de 137 para 142 neste domingo (12), segundo informações do Sindipol (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Espírito Santo). Os dados contabilizam homicídios registrados até as 10h.

O aumento ocorre após o envio pelo governo federal de reforços da Força Nacional de Segurança e de tropas militares neste sábado (11), que entraram em confronto com moradores revoltados com a paralisação e parentes de PMs em frente ao Quartel Central.

Para conter os manifestantes, os policiais tiveram que usar sprays de pimenta para controlar a situação, enquanto ao menos 30 PMs fardados assistiam a tudo sem interferir.

Apesar das confusões, aos poucos os funcionários estão voltando aos postos de trabalho após ministros pedirem que a Polícia Militar voltasse às ruas. De acordo com Polícia Militar, 600 PMs já trabalham normalmente na capital Vitória e nos municípios de Vila Velha, Cariacica, Serra e Cachoeiro do Itapemirim.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou, ainda, que helicópteros foram disponibilizados para retirar policiais militares de dentro do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar.

O problema na segurança pública do Espírito Santo começou quando, frustrados com a crise financeira do Estado — que interferiu no pagamento de salários e do décimo terceiro — policiais e suas famílias passaram a mobilizar-se para entrar em greve na sexta-feira (3). Sem reajuste há quatro anos, PMs reivindicam aumento salarial e melhores condições de trabalho.

Desde então, o estado foi palco de várias manifestações de esposas que não permirtiram que funcionários saíssem dos batalhões.

No Rio de Janeiro, famílias de policiais planejam iniciar movimento semelhante nesta semana. Após tentativa de negociação sem sucesso, organizadores do ato afirmam que pretendem acampar na frente dos quartéis e que policiais não aceitarão que o Batalhão de Choque agrida os manifestantes. Caso isso ocorra, será a primeira paralisação da história da polícia fluminense.


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