20/02/2021 às 23h02min - Atualizada em 20/02/2021 às 23h02min

Abragás: Preço do botijão só cai se governadores reduzirem ICMS

De acordo com o presidente da Abragás, o imposto cortado por Bolsonaro tem média de apenas R$ 2,18 por botijão de 13 quilos. Já o imposto dos estados é de até R$ 16.

REDAÇÃO
Bolsonaro anunciou em live que vai zerar o imposto sobre o gás de cozinha (Reprodução)

Após o presidente Jair Bolsonaro anunciar em uma live, realizada na quinta-feira (18), que vai zerar o imposto federal sobre o gás de cozinha, o presidente da Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás LP (Abragás), José Luiz Rocha, informou que a medida pode não influenciar no preço final do produto para os consumidores. Segundo ele seria preciso que os governadores reduzissem o Imposto de Circulação Sobre Mercadorias e Serviços (ICMS).

De acordo com José Luiz Rocha, o imposto frederal sobre o produto é baixo, com uma média de apenas R$ 2,18 por botijão de 13 quilos.

“Conforme a última pesquisa de dezembro/2020 divulgada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), ou seja, a notícia é muito positiva, mas, não adianta os consumidores esperarem uma grande redução de preços porque, é muito possível que nem esses R$2,18 chegue como redução de preços para as revendas repassarem aos consumidores”, explica José Luiz. 

O presidente da Abragás continua, criticando as distribuidoras afirmando que “o oligopólio tem por não repassar qualquer redução de preços aos revendedores. Logo se não houver repasse, não haverá redução!”.

Ele ressalta ainda que para que o consumidor realmente sinta uma redução, é preciso que os governadores reduzam o ICMS - que corresponde de R$ 11 a R$ 16 no preço final -  dependendo do Estado e que, autoridades fiscalizem as distribuidoras para que os descontos cheguem aos revendedores e, consequentemente, aos consumidores.

“A Abragás entende que os preços são livres em todos os elos da cadeia, podendo o segmento precificar os produtos e serviços conforme os custos operacionais de cada região do país, mas, é preciso que as autoridades competentes fiquem atentas as movimentações do mercado em especial no que tange o monopólio da Petrobras e ao oligopólio das distribuidoras”, finaliza José Luiz Rocha a nota de esclarecimento.  

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