21/02/2021 às 09h16min - Atualizada em 21/02/2021 às 09h16min

MPE abre 37 inquéritos para investigar "fura filas" da vacina contra Covid

Casos teriam ocorrido em mais de 20 cidades do Estado

ALLAN MESQUITA
Folha Max
Reprodução

O Ministério Público do Estado (MPMT) instaurou 37 inquéritos para investigar pessoas que teriam “furado a fila” para receber a vacina contra covid-19, sem estar no grupo prioritário do Ministério da Saúde. Os procedimentos foram iniciados com base em denúncias recebidas através da ouvidoria do MPMT. 

De acordo com o órgão ministerial, as irregularidades ocorrem em várias cidades de Mato Grosso. Entre os municípios com maior número de registro estão Cuiabá (5), Rondonópolis (4) e Cáceres (3).  

No entanto, outras denúncias também foram registradas em Vila Rica, Barra do Bugres, Tesouro, Nova Mutum, Tangará da Serra, Serra Nova Dourada, Juína, São Jose dos Quatro Marcos, Juscimeira, Alto Garças, Poconé, Araputanga, Sapezal, Itiquira, Lucas do Rio Verde, Pedra Preta, Mirassol do Oeste, São José do Rio Claro, Sinop, Chapada dos Guimarães e Rondonópolis. 

Segundo a coordenadora de Vacinação da Cuiabá, Valéria de Oliveira, um dos maiores problemas que a capital tem enfrentado está ligado a pessoas que não moram no município, mas que tentam ser imunizados na capital. 

Nesse contexto, a prefeitura avalia exigir comprovante de residência para comprar que o endereço cadastrado seja o mesmo do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nós recebemos a vacina exclusivamente para os moradores de Cuiabá. Tem outros municípios que estão exigindo comprovante da residência e nós estamos estudando como fazer para que a vacina seja aplicada nos moradores de Cuiabá”, disse em entrevista ao MT1 (TV Centra América).

Em janeiro, o Tribunal de Contas de Estado (TCE) também se manifestou afirmando que iria acompanhar o processo de imunização.  As recomendações do Ministério da Saúde são para que, neste momento, seja priorizada a vacinação dos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus. 

Além disso, idosos residentes em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência em residências inclusivas (institucionalizadas) e a população indígena vivendo em terras indígenas também fazem parte do grupo prioritário. 

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