22/02/2021 às 22h32min - Atualizada em 22/02/2021 às 22h32min

Como lidar com a sexualidade dentro de um confinamento

Desde o tesão acumulado até o fetiche pelo exibicionismo, sexóloga pontua como a privação faz parte do jogo psicológico

Metrópole
Reprodução

Após tantos anos de Big Brother Brasil, uma pergunta que sempre se passa pela cabeça de quem assiste o reality é: como lidar com a falta de sexo, ou mesmo com a exposição dele?

A cada edição do programa vemos tanto as pessoas que optam por não manter relações sexuais – seja por não se sentirem à vontade ou por terem compromisso fora da casa – quanto as que movimentam o edredom sem medo.

De acordo com a sexóloga da plataforma Sexo Sem Dúvida Priscila Junqueira, a forma de lidar com cada um dos casos vai variar de pessoa para pessoa. No caso do tesão acumulado de quem opta por não transar, a masturbação é uma opção.

“Além da masturbação, a pessoa pode direcionar a energia dela para outras coisas. A libido é a energia total do ser humano, e pode ser focada em outros campos, como atividades físicas ou outras ocupações que agradem a pessoa. É uma forma de aliviar”, explica.

A privação de sexo, pontua Priscila, faz parte do jogo psicológico e cria uma experiência mais tensa para os participantes do reality, uma vez que relações sexuais – sejam com parceria ou masturbação – têm como benefício o alívio do estresse.

“Quando é colocado em situações de privação, seja de sexo, comida ou qualquer outra necessidade básica, o ser humano vai ficar regredido emocionalmente e consequentemente mais tenso, com os sentimentos à flor da pele”, diz.

Team sexo

Há também as pessoas que não se importam em trocar carícias ou até mesmo transar, de fato, contribuindo para o entretenimento do público com as clássicas cenas embaixo do edredom.

Mesmo para estas pessoas, a sensação de estar sendo observado pode atrapalhar. “Estar sendo assistido 24 horas por dia pode interferir não só no desempenho da pessoa, como também no próprio desejo sexual”, afirma.

Por outro lado, pode acontecer dessa sensação e a adrenalina que ela envolve aumentar ainda mais a excitação dos envolvidos. Apesar disso poder ser relacionado ao fetiche exibicionista, a especialista explica que pode também acontecer com pessoas que não costumam ter esse perfil.

“Não se pode generalizar e é importante analisar a subjetividade do sexo e o fato de que o ambiente de privações pode mudar muito as pessoas. Mesmo alguém que não seja fetichista, por passar por uma vivência tão diferente na casa, pode vir a ter satisfação com o fato de estar sendo assistido”, diz.

Por fim, a pergunta que não quer calar é: se relacionar dentro de um reality, de fato, pode tirar o foco do jogo? A resposta é sim, mas de acordo com a psicóloga, a “culpa” não é do sexo em si.

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