26/04/2021 às 09h28min - Atualizada em 26/04/2021 às 09h28min

Wellington classifica como ‘inadmissível’ corte de verbas para desenvolver vacinas

Nesta segunda-feira, relator da CT da Covid-19 vai convidar o ministro Marcos Pontes para discutir impactos do corte orçamentário

REDAÇÃO
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O relator da Comissão Temporária do Senado, Wellington Fagundes (PL-MT) classificou como ‘inadmissível’ a decisão do Governo Federal em cortar R$ 200 milhões que seriam utilizados para continuidade do desenvolvimento da vacina contra a Covid-19. 

Nesta segunda-feira, 26, ele deverá apresentar requerimento convidando o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, para oferecer maiores detalhes sobre a redução orçamentária e avaliar impactos da medida. 

Fagundes também anunciou que se somará à bancada da ciência, da tecnologia e da inovação visando reverter a decisão, de forma a garantir que o MCTI possa reaver os recursos anteriormente previstos, com oferta máxima de verbas para a Rede Vírus, que pesquisa vacinas capazes de ajudar o Brasil a vencer a pandemia. “É extremamente importante fabricar vacinas aqui no Brasil com 100% da tecnologia nacional para que tenhamos imunizantes este ano e nos próximos anos” – assinalou o parlamentar. 

Autor da proposta que autoriza os laboratórios de produtos de saúde animal a produzirem os Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFA), o relator da CT da Covid esteve na semana passada conversando com Pontes sobre os projetos de vacinas. 

Hoje, segundo ele, o Brasil teria condições industriais de produzir até 400 milhões de vacinas se pudesse disponibilizar tecnologia para produzir o que se chama de ‘semente de trabalho’. Divulgada em março deste ano pelo Palácio do Planalto, a Versamune é a aposta do Governo Bolsonaro para o combate ao novo Coronavírus. 

Desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), em parceria com a startup Farmacore e a PDS Biotechnology, a vacina tem previsão de chegar à população no início de 2022. 

A produção é coordenada pelo professor Célio Lopes Silva, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da FMRP e conta com apoio e financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

 
 

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