26/04/2021 às 14h46min - Atualizada em 26/04/2021 às 14h46min

Rússia não vai liberar vacina antes da autorização da Anvisa, diz governo

Mato Grosso começaria a receber lotes da Sputnik V esta semana, mas cronograma deve atrasar. Anvisa decidirá hoje sobre o assunto

REINALDO FERNANDES
O Livre
Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

O governo da Rússia não irá liberar doses da vacina Sputnik V até que o uso emergencial seja liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo governador Mauro Mendes. 

Segundo ele, o governo russo justificou que o despacho do imunizante sem a autorização do Brasil pode gerar “problemas desnecessários”. O contrato assinado no começo deste mês por Mato Grosso prevê a liberação de 1,2 milhão de doses a partir desta semana. 

“Poderia gerar coisas indesejáveis e concordamos, porque não queremos criar este tipo de confusão. Mas, sabemos que o imunizante é usado em mais de 50 países, melhor do que muitos que estão no mercado, em termos de eficácia comprovada”, pontuou o governador. 

A Anvisa marcou para as 17h (horário local) a reunião em que irá analisar se libera ou não o uso emergencial da Sputnik V por Estados que já negociaram a compra. O Consórcio do Nordeste tem mais 10 Estados que encomendaram ao menos 37 milhões de doses. 

Hoje, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou o pedido da Anvisa de dilatação do prazo para resolver o assunto. O tempo de 30 dias vence esta semana. 

Há pouco mais de uma semana, representantes da agência estiveram na Rússia em avaliação do laboratório responsável pela produção da Sputnik V, de onde deve sair a encomenda de Mato Grosso. 

Pfizer 

O governador Mauro Mendes também comentou sobre o recebimento da Pfizer por Mato Grosso. Ele disse que poucos municípios devem ter o imunizante por conta das condições necessárias de armazenamento. 

“Estamos estudando a logística, mas é bastante óbvio que não vamos conseguir levar para todos os municípios”, disse. 

A droga produzida pelo laboratório homônimo junto com a farmacêutica alemã BioTech tem eficácia de 90% contra os sintomas da covid-19. Mas, precisa ser preservada a uma refrigeração de 70 graus negativos.


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