26/04/2021 às 20h47min - Atualizada em 26/04/2021 às 20h47min

Associação nacional defende nome de juiz de MT para vaga no STF

THAYS AMORIM
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THAYS AMORIM

O juiz de Sinop (a 498km de Cuiabá) Mirko Vincenzo Giannotte está sendo cogitado para ocupar a vaga do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio, que irá se aposentar em julho. O nome do magistrado de Mato Grosso é defendido pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages). 

O presidente Jair Bolsonaro será o responsável por indicar um substituto à vaga, que passará por uma sabatina no Senado.   

“Neste sentido, entre alguns nomes que despontam na sucessão referenciada, contemplamos, até aqui, o apoio ao nome do Juiz de Direito Mirko Vincenzo Giannotte, pertencente ao quadro de dirigentes da Anamages como Conselheiro Representante do Estado do Mato Grosso, junto ao Conselho Deliberativo, não obstante ter sido ele outrora eleito para dois triênios consecutivos Vice-Presidente de Assuntos Legislativos da entidade”, diz trecho da nota da Anamages publicada no domingo (25). 

O documento foi assinado pelo presidente da Associação, o juiz de Minas Gerais Magid Nauef Láuar. 

“Assim sendo, a Anamages confia na seriedade do digno presidente da República, que certamente levará em consideração a apreciação do nome a ser indicado dentre os magistrados estaduais, tudo com o devido cuidado, respeito e obediência às Normas Constitucionais”, declarou.

Mirko é graduado em Direito pela Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas), em Alfenas, município de Minas Gerais e possui pós-graduação em Poder Judiciário pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. O magistrado foi integrado nas fileiras do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em 2003, e já atuou nas comarcas de Porto dos Gaúchos, Colíder, Diamantino e também em Rondonópolis. 

Em 2017, o juiz foi questionado sobre ter recebido R$ 503 mil em um mês, segundo o Portal da Transparência do Poder Judiciário. Na época, o magistrado rebateu as críticas e afirmou que a quantia seria referente a vencimentos não recebidos ao longo de 10 anos de carreira.

Com o início da pandemia em 2020, Mirko aproveitou o regime de teletrabalho para despachar dos Estados Unidos, conforme noticiou o HNT. Ele explicou que possui família no país e possui autorização para permanecer exercendo o teletrabalho longe do Brasil. Ao HiperNotícias, porém, Gianotti disse que já está de volta a Sinop, despachando por home office, desde outubro do ano passado.


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