27/07/2021 às 16h24min - Atualizada em 27/07/2021 às 16h24min

Polícia Civil concluiu 13 inquéritos contra Lázaro Barbosa

Cinco pessoas foram indiciadas por ajudar criminoso na fuga; investigação sobre assassinato de família em Ceilândia, continua

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Polícia Civil concluiu 13 inquéritos contra Lázaro Barbosa (Foto: reprodução)

Polícia Civil de Goiás já concluiu e remeteu para o Poder Judiciário 13 inquéritos que apuram crimes cometidos por Lázaro Barbosa, de 32 anos, que foi morto em confronto no último dia 28 de junho depois de permanecer 20 dias escondido em uma mata perto de Cocalzinho de Goiás. Cinco pessoas foram indiciadas por ajudarem o criminoso na fuga.

Dos 13 inquéritos, 10 seguiram com sugestão de arquivamento, já que, segundo o delegado Cléber Martins, de Águas Lindas de Goiás, teriam sido praticados apenas por Lázaro Barbosa. “Dos três que restaram, um apurou as circunstâncias do confronto e morte do criminoso, outro comprovou a participação do fazendeiro e do caseiro no apoio à Lázaro Barbosa, e o terceiro mostrou que a atual mulher, a ex, e a ex sogra também ajudaram ele a fugir da polícia”, descreveu.

Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, o caseiro dele Alain Reis de Santana, de 31 anos, a atual mulher de Lázaro, Ellen Vieira da Silva, de 20 anos, a ex companheira dele, Luana Cristina Evangelista Barreto, de 30 anos, e a mãe dela, Isabel Evangelista de Sousa, de 65 anos, foram indiciados por favorecimento pessoal, crime que tem pena branda, de um, a seis meses de reclusão, acrescida do pagamento de multa. Segundo o delegado Cléber Martins, já há provas contundentes de que estas cinco pessoas ajudaram Lázaro a se esconder da polícia, sendo que a ex mulher, e a mãe dela, já estavam com tudo arquitetado para que ele conseguisse escapar definitivamente das forças policiais, plano que acabou frustrado na noite do dia 27, quando policiais civis chegaram na casa delas, em Águas Lindas de Goiás.

Além desse indiciamento, Elmi Caetano continua sendo investigado por suspeita de ter contratado Lázaro para promover o terror em fazendas da região, a fim de que os imóveis fossem desvalorizados, e depois adquiridos pelo fazendeiro por um preço inferior ao normalmente praticado pelo mercado.

Já a Polícia Civil do Distrito Federal mantém as investigações para saber de Lázaro Barbosa teve a ajuda de mais alguém na invasão à uma propriedade em Ceilândia, no dia 9 de junho passado, quando quatro pessoas de uma mesma família foram assassinadas. “A princípio tudo indica que ele agiu sozinho, mas não descartamos nada, e continuamos apurando este fato”, descreveu o delegado Rafael Seixas, titular da 24ª Delegacia de Polícia de Ceilândia.


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