14/10/2016 às 18h28min - Atualizada em 14/10/2016 às 18h28min

AL exonera funcionário preso pelo Gaeco que perde salário de R$ 12 mil

Francisvaldo Pacheco é acusado de participar de fraudes de R$ 9,5 milhões na Assembleia

Rafael Costa
Folha Max

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa demitiu o chefe de gabinete do deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB), Francisvaldo Mendes Pacheco, preso pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) na Operação Filho de Gepeto no dia 5 deste mês. O ato administrativo com efeito retroativo a 31 de agosto de 2016 foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) que circula nesta sexta-feira (14).

Francisvaldo Pacheco estava lotado no cargo de assessor parlamentar APG 10. O salário mensal era de R$ 11.896 reais. 

Em gravações entregues pelo advogado Júlio Cesar Domingues Rodrigues, que firmou termo de colaboração premiada com a Justiça, Francisvaldo Pacheco aparece em uma discussão por divergências a respeito do valor que teria a receber a título de propina. Ele reivindicava o pagamento de 1% dos R$ 9,6 milhões desviados dos cofres da Assembleia Legislativa para quitação de uma dívida com o HSBC Seguros.

De acordo com Júlio Domingues, o ex-chefe de gabinete também foi importante para "intermediar" um encontro com Romoaldo Junior. A partir deste encontro, o advogado passou a tratar sobre o desvio de recursos na Assembleia Legislativa.

Detido no CCC (Centro de Custódia de Cuiabá), o agora ex-chefe de gabinete ainda aguarda decisões da Justiça para ser posto em liberdade. Um habeas corpus ainda será protocolado pelos seus advogados no Tribunal de Justiça (TJ).


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