10/09/2021 às 20h57min - Atualizada em 10/09/2021 às 20h57min

Maggi vê bom senso de Bolsonaro: "Todos devem abaixar armas"

Presidente voltou atrás após proferir discursos considerados antidemocráticos no dia 7 de setembro

LISLAINE DOS ANJOS
Mídia News
O ex-ministro Blairo Maggi: Bolsonaro agiu de forma correta ao recuar - Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-governador e ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) aprovou a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de recuar do discurso considerado antidemocrático proferido no dia 7 de Setembro, afirmando que no final "prevaleceu o bom senso".

 

Na ocasião, Bolsonaro proferiu novos ataques ao Supremo Tribunal Federal, incitando a destituição da Corte, e chegou a afirmar que apenas morto sairia do Palácio do Planalto.

 

Nesta quinta-feira (9), em nota, Bolsonaro afirmou que as declarações foram dadas "no calor do momento", e inclusive chamou o ministro Alexandre de Moraes, seu desafeto, de "jurista" e "professor".
 

Por meio de texto publicado em suas redes sociais, Maggi afirmou que “o sentimento realmente patriota e democrático tocou o coração do presidente”.

 

“Sempre falei que o caminho é a busca do consenso. Todos precisam abaixar suas armas”, disse.

 

O ex-ministro afirmou que espera que o presidente “encontre o eixo” para que o País possa finalmente avançar.

 

“Acho que fica uma lição para todos: ninguém está certo o tempo todo, assim como ninguém está errado o tempo todo. Vamos adiante porque temos um País para recuperar. Hoje durmo feliz”, completou.

 

Nas últimas semanas Blairo Maggi havia protagonizado uma polêmica com o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, ao criticar sua postura de usar a entidade para apoiar Bolsonaro. Para Maggi, Galvan poderia manifestar seu bolsonarismo de forma pessoal e não institucional, falando em nome da entidade. 

 

Discurso polêmico

 

Em discursos diante de milhares de apoiadores na terça-feira (7) em Brasília e São Paulo, Bolsonaro fez ameaças golpistas contra o STF, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairá morto da Presidência da República.

 

No entanto, dois dias depois, após mediação do ex-presidente Michel Temer, o presidente divulgou nota afirmando que não teve "nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes".

 

"Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar", afirmou o presidente, na declaração.


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