22/10/2021 às 16h38min - Atualizada em 22/10/2021 às 16h38min

Jayme diz que indicações políticas são normais e vê exagero em afastamento de Emanuel

Segundo o senador, se for utilizar esse critério para todo o país, não sobra um prefeito, governador e nem presidente

ESTADÃO MT
Reprodução

O senador Jayme Campos (DEM) afirmou na manhã desta sexta-feira (22) que o afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) foi exagerado. Segundo o senador, a prática de nomear indicados políticos é comum em todo o país e, se isso fosse crime, hoje não haveria um prefeito, governador ou presidente.

Emanuel Pinheiro foi afastado do cargo pela Justiça na última terça-feira (19), em decorrência da Operação Capistrum, que investiga a contratação de servidores temporários na Secretaria de Saúde de Cuiabá para atender indicações políticas.

“Ele sendo afastado porque contratou 250 pessoas na área da saúde, então, não sobra um prefeito no Brasil, um governador no Brasil, não sobra ninguém aí na altura do campeonato. É de prática, sobretudo nesse momento da pandemia, o que houve de contratação, até por força da exigência do momento desse transtorno, obrigatoriamente teve que contratar pessoas”, declarou, em entrevista à Rádio Capital.

Jayme acrescentou que é normal que haja indicações políticas e, por isso, vê exagero na decisão que o afastou. Ele lembrou que o prefeito está sendo ouvido pelas autoridades nesta sexta e deve recorrer da decisão para retornar ao cargo.

“Para mim, houve um certo exagero em pedir o afastamento do prefeito da capital, que acabou de ganhar uma eleição. Eu acho que houve um certo exagero, mas de qualquer forma devemos respeitar a decisão judicial”, acrescentou.

Na avaliação de Jayme, a operação acaba por macular a imagem do prefeito, mesmo que se prove o contrário depois. No entanto, o senador acredita que Emanuel está "vacinado" contra esse tipo de adversidade, até pelo fato de ter ganhado uma eleição ‘sozinho’ em 2020, enfrentando toda a repercussão do caso paletó.

Até então, Emanuel estava 'correndo por fora' para disputar o governo do Estado contra Mauro Mendes (DEM) em 2022. Após a operação, conversas de bastidores apontam um obstáculo político para suas pretensões.


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