17/10/2016 às 18h05min - Atualizada em 17/10/2016 às 18h05min

Governadores de MS e MT assinam documento de preservação do Pantanal

Os governos irão criar grupos de trabalho para discutir e unificar ações integradas

Edyelk dos Santos
Os governos irão criar grupos de trabalho para discutir e unificar ações integradas (Divulgação/Notícias MS)

Com o objetivo de preservar o bioma e promover o desenvolvimento econômico e social o Pantanal passará a ser único para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, após assinatura da Carta Caiman, realizada pelos governadores Azambuja (MS) e Pedro Taques (MT) durante reunião.

Os governos irão criar grupos de trabalho para discutir e unificar ações integradas, no prazo de 12 meses. O encontro e as propostas assinadas aconteceram durante evento Sustentabilidade e Turismo no Pantanal que contou com a participação do ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho. 

Após uma reunião prévia em uma das sedes da fazenda que abriga o complexo de turismo ecológico, que durou cerca de três horas, Azambuja e Taques assinaram o pacto pelo Pantanal em encontro com mais de 150 convidados, entre produtores, ambientalistas, lideranças políticas e empresariais.

“Não podemos pensar e tratar o Pantanal separadamente, e hoje, aqui, estamos avançando muito no fortalecimento de políticas concretas e unificadas entre os dois estados pantaneiros para preservarmos o bioma, pensando no homem que ali vive e nas alternativas sustentáveis para gerar o desenvolvimento”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.

Segundo o governador, a ação integrada de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso começa com a definição de leis ambientais específicas e unificadas, dentre as quais a que tratará de um período único para a piracema nos rios pantaneiros, hoje com datas diferentes nos dois estados. O grupo e trabalho a ser formado também definirá políticas a quatro mãos para tratar de uma questão grave e com efeito irreversível para todo o bioma, que é a degradação das cabeceiras do Rio Paraguai, em Mato Grosso.

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, considerou um marco histórico o evento realizado no Refúgio Caiman, ao afirmar que “estamos derrubando barreiras legais, mas que precisam de leis para proteger o que é natural e sem divisão ambiental”.

Taques destacou o bom relacionamento com Reinaldo Azambuja e lembrou que outros governadores dos dois estados no passado nunca se encontraram tantas vezes como ambos.

A Carta Caiman é um termo de compromisso, onde os governadores de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso estabelecem políticas comuns para o Pantanal, considerando os aspectos ambientais e culturais que unem os dois estados, “superando barreiras geopolíticas e falta de entendimentos históricos que colocam em risco o bioma para o presente e as futuras gerações”. 

Assinado também pelo ministro José Sarney Filho e subscrito por lideranças políticas, ongs e pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador João Maria Los, o documento assegura empenho dos dois estados na celeridade de uma lei unificada que regulamenta a proteção e o uso sustentável do Pantanal. 

Prevê ainda o prazo de um ano para definição de uma área de interesse do econegócio, contemplando planalto e planície.


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