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Polícia Civil deflagra Operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico

Um dos alvos principais é Paulo Witer Faria Paelo; também são cumpridos 4 sequestros de veículos, um sequestro de imóvel e bloqueios de contas bancárias

Redação
Por: Redação Fonte: Página Press
27/11/2024 às 09h25 Atualizada em 28/11/2024 às 11h05
Polícia Civil deflagra Operação contra esquema de lavagem de dinheiro do tráfico
Divulgação

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil de Mato Grosso realizou nesta quarta-feira (27) a Operação Fair Play, que tem como alvo um grupo criminoso acusado de lavar dinheiro do tráfico de drogas por meio da aquisição de um imóvel no litoral sul do país.

Com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina, a investigação localizou o apartamento usado no esquema, situado em Itapema, Santa Catarina. Ao todo, foram expedidos 19 mandados judiciais, incluindo ordens de prisão, busca e apreensão, bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, como quatro veículos e o próprio apartamento.

Conexão com a Operação Apito Final

A ação é um desdobramento da Operação Apito Final, deflagrada em abril deste ano contra Paulo Witer Faria Paelo, apontado como tesoureiro de uma facção criminosa e principal investigado na Fair Play. Além dele, outros alvos da operação anterior continuam sob investigação, incluindo um advogado que teria atuado como intermediário no esquema de lavagem de dinheiro.

Entre os investigados está também E.J.X.P., ex-assessor da Câmara de Vereadores de Cuiabá, que possui histórico criminal extenso e já foi alvo de inquéritos por delitos relacionados a instituições bancárias em diferentes estados. Ele teria adquirido, em nome de Paulo Witer, o apartamento em Itapema, supostamente com recursos provenientes do tráfico de drogas.

Esquema de lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o imóvel, localizado em um condomínio de classe média, foi utilizado pelo líder da organização criminosa em diversas viagens, acompanhado de comparsas. Além disso, duas empresas registradas em nome dos envolvidos tiveram suas atividades suspensas pela Justiça, sob suspeita de serem utilizadas para ocultar o dinheiro ilícito.

Os mandados foram autorizados pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá, e estão sendo cumpridos em Cuiabá e Itapema. A operação representa mais um passo no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

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