19/10/2016 às 12h25min - Atualizada em 19/10/2016 às 12h25min

Alvo da PF, deputado diz que empresário mentiu em depoimento

Ele negou ter almoçado com políticos no interior e diz que estava na Assembleia

Douglas Trielli
Mídia News
Reprodução

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), afirmou que o empresário de Itanhangá, Eduardo Magalhães Pinto, mentiu em depoimento à Polícia Federal.

O empresário disse ter visto o parlamentar almoçando com um servidor do Incra e com lideranças políticas em Ipiranga do Norte, cidade ao lado de Itanhangá. Por conta da citação, Dilmar teve que prestar esclarecimentos na sede da PF, na manhã de terça-feira (18), durante deflagração da Operação Theatrum.

A operação apura suposto esquema de fraudes na fiscalização do projeto de assentamento Tapurah/Itanhangá, na região norte de Mato Grosso. Além do deputado, também foram alvos dois prefeitos, um vice e três vereadores – de cidades não informadas.

“Ele colocou no depoimento que, no dia 21 de outubro de 2015, me viu almoçando no município de Ipiranga do Norte com o prefeito Pedro Ferronatto, prefeito João Cabeça Branca, com o vice-prefeito Rui [do Cerrado] e a vereadora Elza [Moura]. Por isso fui citado”, disse Dilmar na tribuna da Assembleia, nesta quarta-feira (19).

“Até aí não haveria tanto problema porque sou autoridade. Sou coordenador da Frente Parlamentar de Regularização Fundiária. Ando em todo Estado”, afirmou.

O parlamentar negou que estivesse no interior nos dias citados pelo empresário. Dal'Bosco relatou que estava em Cuiabá, participando de sessões na Assembleia Legislativa.

Além disso, afirmou que o prefeito de Ipiranga do Norte, Pedro Ferronatto (PSDB), estava em Brasília.

“O que surpreende é que no dia 21 de outubro de 2015, o prefeito Pedro Ferronatto não estava em Ipiranga, estava em Brasília. E, neste mesmo dia, tenho cópia da Assembleia Legislativa que prova que eu estava presente na sessão matutina e vespertina. Eu estava no Parlamento. Até porque, nunca vou esquecer 20 e 21 de outubro, porque o dia 20 é meu aniversário”, disse.

“Não acredito que poderia estar no dia 21 presente na sessão e almoçando no município que fica a 480 quilômetros da Capital. Então, ele faltou com a verdade, me envolvendo em uma situação sem necessidade”, afirmou.

Carreira política

Dilmar voltou a dizer que o empresário é investigado na Operação Terra Prometida, deflagrada em 2014, por comercializar lotes ilegais em Itanhangá.

Ele também disse que irá fazer uma “reflexão” com a família se voltará a disputar mandato em 2018.

“Meu papel sempre fiz com decência. Agora uma pessoa que está sendo investigada, que tem contrato de compra e venda de lote suspeito, quer ter moral de dizer que me viu almoçando com prefeitos em Ipiranga. A mentira do cidadão vale mais que qualquer verdade. Fui dar meu depoimento para que os fatos sejam esclarecidos”, disse.

“Fica difícil, porque tenho que fazer uma reflexão política com a minha família sobre qual será minha posição a partir das próximas eleições, se eu vou realmente participar. Porque uma pessoa qualquer faz depoimento colocando em xeque todo meu trabalho dentro do parlamento”, completou.


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